quarta-feira, 1 de Outubro de 2014 06:04h Pollyanna Martins

Fábrica de Fogos funciona parcialmente após explosão

Duas explosões aconteceram em uma fábrica de fogos de artifício na manhã da última segunda-feira.

De acordo com a Polícia Militar, a primeira explosão aconteceu às 8h, na qual o funcionário, Antônio Márcio Silveira, de 35 anos, ficou gravemente ferido com 65% do corpo queimado.

A vítima foi encaminhada ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte e, em seguida, levado à sala de cirurgia. O paciente estava no Centro de Terapia Intensiva (CTI), em estado grave e respirando com ajuda de aparelhos. Às 16h aconteceu uma nova explosão, ferindo o funcionário, Pedro Geraldo Pinto, de 49 anos, que teve sua perna amputada abaixo do joelho. Conforme a assessoria de imprensa da Prefeitura de Samonte, Pedro também foi encaminhado ao Hospital João XXIII.
Ontem apenas o escritório da empresa funcionou. O restante dos funcionários foram liberados. De acordo com a PM, Antônio manipulava uma massa que contém enxofre e álcool, entre outros materiais. O material seria usado para fazer uma espoleta quando explodiu e atingiu o funcionário, que foi socorrido pelos colegas.
Após a primeira explosão alguns funcionários ficaram no local para retirar materiais que não podiam continuar no lugar, neste momento houve a segunda explosão que atingiu Pedro. Os colegas de serviço socorreram o funcionário, que em um primeiro momento foi levado ao Hospital de Pronto Atendimento de Santo Antônio do Monte.
O delegado, Lucélio Santos ,disse que o local vai ser periciado e que ainda é muito cedo para apontar as causas do acidente. Lucélio informou ainda que a fábrica está dentro das normas para funcionar. Vários funcionários estão sendo chamados para prestar depoimentos e um inquérito foi aberto para investigar as causas do acidente.
O gerente do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais (Sindiemg), Américo Libério da Silva, garantiu que as vítimas estão tendo apoio do sindicato. Conforme Américo, o supervisor técnico e engenheiro químico do sindicato, José Expedito do Amaral Júnior, foi para o local para prestar o suporte necessário, pois a fábrica é credenciada ao Sindiemg.

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