sexta-feira, 28 de Novembro de 2014 05:55h Pollyanna Martins

Família pede ajuda para encontrar rapaz desaparecido em Divinópolis

Mateus de Souza Maciel desapareceu no último domingo

Mateus de Souza Maciel, de 19 anos, continua desaparecido desde domingo, 16 de novembro, quando foi visto pela última vez na Parada Gay de Divinópolis. Segundo sua madrinha, Irani Maria da Costa, com quem Mateus morava, a agonia de ter um familiar desaparecido é um drama que se repete.
A mãe do rapaz desapareceu quando ele tinha apenas quatro anos. “Ela [mãe de Mateus] morava no Danilo Passos. Um dia saiu para fazer faxina e não voltou mais. Nós nunca tivemos notícias dela. Ela bebia muito, mexia com drogas, levava o Mateus para os bares, aí Conselho Tutelar o tirou dela e então o trouxe para morar comigo”, conta.
Mateus morou com a madrinha até os dez anos, mas voltou para um abrigo, pois ela não tinha condições financeiras de criá-lo. Quando fez 18 anos, o rapaz voltou a morar com Irani, que diz ter um bom relacionamento com ele. “Ele me chama de mãe, sempre que ele ia sair me perguntava se podia. Eu fiquei sabendo que ele estava andando com más companhias e pedia para ele parar de andar com essas amizades. Ele me respeita muito e me obedece”, detalha.
De acordo com Irani, o rapaz sofre de transtornos psicológicos e toma remédios controlados. Há um ano, um laudo psiquiátrico apontou que Mateus possivelmente sofre de esquizofrenia paranóide, associada com sintomas depressivos. "Sempre que ele saía me ligava e perguntava como que eu estava e avisava onde estava também. Na sexta-feira, antes do desaparecimento dele, ele me pediu para ir à casa da minha irmã, no Candelária. Eu deixei e arrumei a mochila dele com os remédios que ele toma, que ao todo são cinco, que ele tem que tomar à noite. Tanto que quando ele está entrando em crise, ele mesmo me pede para dá-los”, relata.

 

 

DESAPARECIMENTO
Irani conta que na sexta-feira (14), arrumou a mochila de Mateus para que ele passasse o final de semana na casa da irmã dela. A madrinha do rapaz relata que ligou para a irmã para pedir ajuda quanto aos medicamentos dele. “Eu liguei para minha irmã e pedi para que ela controlasse os remédios lá. Só que ele foi para lá na sexta-feira de manhã e a minha irmã falou que por volta das 15h ele falou que ia dar uma voltinha e saiu. Depois disso ele não voltou para a casa dela mais”, diz.
O combinado entre a madrinha e Mateus era de que ele voltasse para casa após a Parada Gay. Confiante que o rapaz estaria em casa no horário combinado, Irani esperou até domingo. “Eu resolvi esperar passar a Parada, porque às vezes poderia estar na casa de um colega. Quando chegou na segunda-feira, nada dele. Muita gente o viu na Parada Gay na companhia de umas travestis. Na terça-feira eu fui à polícia, mas sempre ligando para quem o conhecia e foi o último lugar que o viram”, relata.
Ainda na esperança de encontrar Mateus, Irani foi até a casa de uma conhecida que o buscava aos finais de semana, quando ele morava no abrigo. Lá a mulher informou que Mateus esteve em seu bar no domingo à tarde, com uma travesti, enquanto esperava o desfile começar. “Ela me falou que o garçom ainda brincou com a travesti e perguntou de onde ela era, e ela falou que era de São Paulo. A Iracema disse que ele saiu com essa travesti e não o viu mais. Uma travesti de Itaúna, que é amiga dele, me ligou e disse que ele foi para lá no sábado, ficou na casa dela e voltou para Divinópolis no domingo para ir à parada”, conta.

 

 

AGONIA
Agoniada com o passar dos dias e nenhuma notícia do rapaz, Irani faz um apelo à população. “Ele não tinha nenhum motivo de fugir de casa. O Mateus tem 19 anos, mas é só na idade. Tenho medo que alguém o tenha levado para São Paulo. A gente liga para o celular dele e está desligado. Eu peço que se alguém souber informações dele e não tenha como entrar em contato comigo, ligue para a polícia. O que mais está me preocupando são os medicamentos que ele está sem tomar”, reforça.
Irani conta ainda, que acorda durante a noite escutando Mateus a chamar no portão. “A preocupação é uma coisa devastadora, a gente só pensa em coisas ruins, fico com medo de alguém ter pegado ele e ter feito covardia. Vai passando os dias vai ficando pior”, desabafa. Quem tiver informações sobre Mateus pode ligar no número (37) 8837-8696.

 

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