quarta-feira, 1 de Julho de 2015 11:08h Atualizado em 1 de Julho de 2015 às 11:13h. Carina Lelles

Fênix II é realizada no Morro da Pitimba e Porto Velho

Mais de 45 usuários foram abordados e a eles oferecidos tratamento contra o vício das drogas. Duas pessoas foram presas

O dia de ontem mal havia clareado e a Polícia Militar (PM), em conjunto com a Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Prefeitura iniciaram a Operação Fênix II, com o objetivo de retirar usuários de drogas das ruas da cidade.
Vinte dias após a primeira operação, os órgãos de segurança e defesa social voltam às ruas no combate ao uso de drogas. Desta vez, o alvo foi o “Morro da Pitimba” e o entorno do Campo do Guarani, no bairro Porto Velho. Ao todo, 48 pessoas foram abordadas, uma foi presa por constar um mandado de prisão em aberto e outra por tráfico de drogas. “Começamos a monitorar todos os locais. Na primeira operação, já sabíamos que as pessoas que não aceitassem serem encaminhadas para tratamento iriam migrar para algum lugar e o local mais provável seria o entrono do campo do Guarani, onde já havia concentração de usuários”, ressalta o tenente da Polícia Militar Marcelo Oliveira Santos.
Após a abordagem, os usuários foram levados para o Poliesportivo do bairro Niterói, por onde passaram por uma triagem. Receberam banho e alimentação e aqueles que quiseram receber tratamento foram encaminhados para o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps-AD).
Ainda de acordo com o tenente Oliveira, desta vez houve menos resistência por parte dos usuários em serem levados para a triagem. “Muitas delas já foram encaminhadas várias vezes para tratamento e conhecem o processo. Se a gente não ajudar elas a irem para um tratamento, elas não terão forças de irem sozinhas em busca disso.”

 

Triagem
Ao chegarem ao Poliesportivo do bairro Niterói, os usuários passaram por uma triagem. A Polícia Civil fez a identificação, como explica o delegado Marco Antônio Noronha. “A Polícia Civil continua no apoio da Operação Fênix e estamos aproveitando para buscar informações no combate ao tráfico de drogas e também verificar a identificação criminal de todos os envolvidos. A nossa intenção é verificar se algum deles tem mandado de prisão ou não.”
Dos 48 abordados, apenas um constava mandado de prisão em aberto. Ele foi preso e encaminhado para a delegacia e, posteriormente, levado para o Presídio Floramar.
“A delegacia de tóxicos tem informações sobre o tráfico no local, mas não convém no momento passar mais detalhes. Em um ambiente que tem muitos usuários, se prendermos o traficante pode vir surgir outro para ocupar o lugar”, ressalta Marco Antônio.
Com os usuários, foram apreendidos materiais para o uso de drogas e duas facas, que, segundo a PM, provavelmente eram usadas no cometimento de crime nas redondezas.
Tratamento
Na primeira operação, 70 pessoas foram abordadas e, de acordo com o secretário adjunto Antidrogas e de Direitos Humanos, Luiz Militão, apenas 12 estão em tratamento. Das 48 pessoas abordadas na ação de ontem, oito foram encaminhadas para o Caps-AD e uma para casa terapêutica. “Estamos aqui para oferecer o programa ‘Aliança Pela Vida’ que consiste em internar todos os cidadãos de Divinópolis que querem tratamento. O governo paga o tratamento. O Caps está em funcionamento dia e noite. O que nós não queremos é que Divinópolis continue sendo o paraíso do uso de drogas. Aqui, a população dá esmola com facilidade e eles pegam este dinheiro para utilizarem drogas. O divinopolitanos tem que mudar este foco e não sustentar o usuário de drogas”, alerta.
Quatro pessoas foram encaminhadas para as cidades de origem.

 

Outras ações
De acordo com o comandante do 23º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Marcelo Carlos da Silva, outras áreas estão sendo monitoradas e novas intervenções podem ser realizadas. “Tem outras áreas que faremos as intervenções necessárias. O trabalho continua e vamos continuar porque não podemos permitir que o caos se instale em nossa cidade. Temos que agir e a Polícia Militar sempre foi protagonista em todas as ações em prol da cidadania e dos direitos humanos”, ressalta, completando que “vamos continuar firme, atuando até que nós, juntamente com os demais órgãos, consigamos fazer com que eles queiram buscar o tratamento ou queiram retornar para suas origens. Abordamos aqui uma pessoa de Sete Lagoas que está aqui há seis meses usando drogas, praticando delitos diversos e vamos fazer com que ele retorne para sua cidade de origem, dentro do que a lei estabelece.”

Crédito: Carina Lelles

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.