sábado, 20 de Abril de 2013 04:59h Erik Ullysses

Foragido da justiça conhecido como “Maníaco da Ilha do Boi” é preso em Divinópolis sob suspeito de cárcere privado

Ele foi preso durante a tarde de ontem (19) após a PM ter recebido uma denúncia anônima. Antúlio Gomes Pinto havia sido condenado há mais de 100 de prisão no Espírito santo

Foi preso durante a tarde de ontem (19) Antúlio Gomes Pinto, de 48 anos, mais conhecido como o “Maníaco da Ilha do Boi”. Ele é foragido da justiça do Espírito Santo, onde foi condenado a mais de 100 anos de prisão pelo crime de cárcere privado, violência contra a esposa e os filhos, além de abusar, matar e esquartejar outras três mulheres, sendo duas no estado de Minas Gerais e a outra no Rio de Janeiro. Em Divinópolis, o homem mantinha a amasia Miriam do Nascimento Silva, de 30 anos, em cárcere privado na rua João Morato. No local ele mantinha ainda uma fábrica de bijuterias.
De acordo com o comandante do 23° BPM, tenente coronel Marcelo Carlos, a Polícia Militar realizava uma operação integrada com a Polícia Civil, quando receberam a denúncia de que no local teria um homem mantendo a mulher em cárcere privado. Ao chegarem à residência, foi constatada que a casa estava toda isolada e que funcionava no local uma fábrica de bijuterias, onde trabalhavam quatro menores de idade. “Além do cárcere privado, a vítima era mantida com uma criança. A mulher é companheira dele, mas há mais de três anos ela vem sendo mantida sob cárcere. Nos últimos dias o suspeito não a deixava nem sair de sua residência. Ao verificarmos o local constatamos que havia menores trabalhando e no local funcionava uma empresa de bijuteria, um depósito. Com ele havia uma pistola semi-automática, vários documentos falsos. Para os funcionários ele utilizava o nome de Emanuel, mas na verdade o nome dele é Antúlio. Ele possui condenação da justiça do Espírito Santo” afirmou.
Miriam do Nascimento é natural da cidade de Resplendor, município mineiro próximo ao Espírito Santo. Ela estava junto de Antúlio há três anos e tem com ele um filho de pouco mais de um ano.
A residência estava cheia de bijuterias e materiais para fabricar as peças. No local trabalhavam seis pessoas, sendo quatro adolescentes menores de idade. Em conversa com as garotas, elas relataram que nunca haviam observado nada fora do comum e que não suspeitavam de nada. Contudo, elas disseram que Miriam era muito calada, por vezes demonstrava medo e era bem retraída, ficando apenas com o filho de um ano de idade.
Além da PM, no local estiveram a Receita Federal, já que havia vários produtos sem notas ficais e um fiscal do Ministério do Trabalho, para averiguar as condições de trabalho do local e a regularização dos funcionários. Foram apreendidas no local diversas identidades falsas que eram utilizadas por Antúlio e por Miriam. Também foram recolhidos vários talões de cheque, dinheiro, cartões de crédito, uma pistola calibre 380 que ele utilizava para ameaçar a parceira, 13 munições, além de outras. Ele foi preso e conduzido para a Delegacia da Polícia Civil.
Antúlio foi condenado no Espírito Santo a 101 anos, seis meses e 15 dias de prisão. Ele é acusado de manter em cárcere privado uma ex-modelo, e seus três filhos, todos autistas, em Ilha do Boi, Vitória, Espírito Santo. A sua esposa teve a vagina destruída por queimaduras, além de apresentar diversas marcas de ferro de passar no corpo, bem como outras agressões físicas. Ele foi condenado por cárcere privado e tortura.

 

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.