sexta-feira, 22 de Junho de 2012 13:22h Atualizado em 22 de Junho de 2012 às 13:26h. Camila Caetano

Formatura dos alunos do PROERD é realizada em Divinópolis pelo 23º BPM

O 23º BPM realizou nessa quinta-feira, dia 21 de junho, a formatura da 27ª turma do Programa Educacional de Persistência às Drogas, PROERD, que contou com 1.443 crianças

O 23º BPM realizou nessa quinta-feira, dia 21 de junho, a formatura da 27ª turma do Programa Educacional de Persistência às Drogas, PROERD, que contou com 1.443 crianças, totalizando 20 turmas do 5° ano e uma infantil.

 


No PROERD são realizadas aulas teóricas e práticas, destinadas para crianças, adolescentes e adultos, ajudando-os a sempre dizer “não” às drogas e violência. É um Programa americano que está sempre inovando na base educacional, permitindo o bom trabalho em relação à segurança pessoal e às maneiras que os alunos possam responder diante das suas escolhas e possibilidades. Assim são realizadas em média 10 a 12 lições, uma vez por semana durante o período de dois ou três meses.

 

Já participam em Minas Gerais 712 policiais e de acordo com o Major Francisco Gonçalves de Araújo, que já foi gestor do PROERD, e um dos pioneiros do Programa em Divinópolis, são mais de 40 mil alunos formados desde que foi fundado na cidade, no ano de 2.000. O Major Francisco ainda complementa que devido ao crescimento da equipe de policiais no Programa, será possível formar 8 mil alunos por ano na cidade. “Existe um convênio entre a Polícia Militar e a Prefeitura, assim um dos requisitos do Prefeito é aumentar a capacidade de atendimento do PROERD, para que o Programa consiga chegar a todas as escolas da cidade, inclusive nas rurais do município”, afirma Major Francisco.

 

Divinópolis já conta com quatro policiais aptos a realizar o PROERD, Sargento Rodrigo, Cabo Adilson, Soldado Brener, e Soldado Arley. É válido ressaltar que a capacitação desses militares é fundamental, pois o trabalho é desenvolvido no âmbito educacional e conta com alunos de distintas faixas etárias, exigindo diversas atividades. “O policial PROERD tem que ser capacitado, é um curso de duas semanas, onde a gente recebe várias informações, na área médica e pedagógica, para estarmos aptos a trabalhar com crianças e adolescentes, assim ficamos preparados para educar”, relata o Sargento Rodrigo.

 

Essa preocupação em relação ao conteúdo é necessária, pois as temáticas abordadas envolvem o comportamento humano, “além de falar o que as drogas causam no ser humano, a gente também mostra como resistir, optando por maneiras saudáveis de viver. São lições que já vêm programadas, com a orientação de psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, entre outros”, complementa o Soldado Harley. A estudante Brenda Costa, 10 anos, formada nessa turma, afirma que as aulas realizadas possibilitaram um maior conhecimento sobre a vida, assim, hoje ela sabe como e quando dizer não, “o PROERD é muito importante porque não só nos ensina a evitar às drogas, mas como também à violência, não chegar perto de pessoas estranhas, para assim sermos felizes. Também passei as lições para os meus amigos, agora todos terão um bom futuro”, declara a estudante.

 

A professora das escolas estaduais Henrique Galvão e Halim Souki, Elisabete Evangelista, comenta que realmente houve uma mudança no comportamento dos alunos, possibilitando que eles percebessem o que acontece dentro de casa, “começam então a contar histórias de suas famílias, parentes que estão envolvidos com drogas, bebidas alcoólicas, assim, a gente vê que eles já têm noção que não é uma coisa boa, e é necessário mudar a história deles”, declara Elisabete Evangelista.

 

Soldado Brener é um dos exemplos dessa relação do PROERD na vida dos alunos, já que o mesmo fez o Programa em 2001, “eu aprendi a ser uma pessoa melhor, com toda certeza interferiu no meu caráter, o que me ajudou a crescer com vontade de ser policial e quando eu fiz 18 anos consegui passar no concurso e depois de três anos na Polícia, abriu o curso do PROERD e de imediato eu já quis ser voluntário e poder retribuir à sociedade todo o investimento que me foi feito”, conta o Soldado.

 

Além disso, é importante que as professoras dialoguem as discussões feitas no Programa dentro das suas disciplinas. A professora Elisabete, por exemplo, trabalha os temas em Ciências, quando as aulas são sobre os órgãos do corpo humano, aproveita-se para citar os males que as drogas provocam em cada um deles.

 

É válido ressaltar que a troca de aprendizado no Programa é mútua, pois os militares ao conviverem com as crianças, adolescentes e pais, também adquirem conhecimentos, “já estou bastante tempo no Programa, há 13 anos, e a cada dia é uma coisa nova, a gente mais aprende que ensina. É gratificante porque temos essa noção de estar ajudando as pessoas”, assegura o Cabo Adilson.

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