sábado, 1 de Dezembro de 2012 04:24h Erick Ulysses

Galpões utilizados para adulteração de cervejas são descobertos pela Polícia Civil em Divinópolis

Na manhã de ontem a Polícia Civil estourou dois galpões utilizados para a adulteração de cervejas em Divinópolis. Os galpões se localizavam na Rua Níquel, bairro Niterói. A ação terminou com dois homens presos e uma mulher que foi levada para a Delegacia para prestar depoimentos. No momento em que os investigadores da Polícia Civil chegaram ao local três homens que conseguiram fugir.

 


As cervejas eram adulteradas da seguinte maneira: Os criminosos compravam cervejas de uma marca mais barata, retiravam os rótulos e lavavam as garrafas. Na sequência, eles retiravam as tampas e trocavam por outras de cervejas de marcas líderes do mercado nacional. O último passo era a impressão dos rótulos das marcas mais famosas que eram coladas nas garrafas.

 


De acordo com o inspetor Carlos Roberto dos Santos, a PC já investigava o local há dois meses. Ele explicou que as tampas utilizadas para a adulteração eram compradas no próprio bairro Niterói. “Eles tem aqui dois galpões que eles pegam a cerveja mais barata e colocam rótulo e tampa de outras cervejas. Eles estão comprando aqui no bairro Niterói as tampinhas, e o pessoal está vendendo tampinhas para eles. Eles mandam imprimir os rótulos e estão adulterando a cerveja que é inferior”.

 


Ainda segundo o inspetor as investigações começaram depois de uma denúncia anônima feita através do 197, o Disque Denúncia da Polícia Civil. Ele contou que estão sendo averiguados os lugares para onde eram vendidas essas cervejas adulteradas, mas disse que em alguns bairros de Divinópolis elas já eram consumidas.

 


Foram presos o proprietário do galpão, Flávio Gonçalves Batista, de 28 anos e Geraldino Batista dos Santos de 43 anos, funcionário de Flávio. Geraldino, que é natural de São Sebastião do Monte Belo, Goiás, veio para Divinópolis para trabalhar justamente nos galpões de Flávio. Nos fundos de um dos galpões tem uma casa onde Geraldino estava vivendo juntamente com Selma Rodrigues da Silva, também de Goiás, em condições precárias.

 


Flávio, que é revendedor da marca adulterada, garantiu que as ações só se iniciaram no domingo, dia 25, e que nenhuma cerveja chegou a ser vendida. Ele afirmou que a sua intenção era que as cervejas fossem vendidas em festas, e não em bares da cidade, e que esperava lucrar de três a cinco reais em cada caixa.

 


Apesar de afirmar que iniciou a adulteração apenas no domingo, foram encontradas em meio aos pertences de Geraldino diversas passagens de Goiás para Divinópolis datadas desde agosto. Selma afirmou que veio para Divinópolis no domingo, mas apenas para namorar Geraldino, com quem iniciou um relacionamento há pouco tempo. Ela contou que Flávio e Geraldino não a deixavam ir até o galpão, e que por isso não sabia o que estava acontecendo, apesar de suspeitar. “Lavo vasilha, vou passear, faço comida para mim, vou ao shopping. Fico passeando. Não participava, nem aqui eu entrei” garantiu Selma.

 


Somente em um dos galpões foram apreendidas 350 caixas de cervejas adulteradas, prontas para serem vendidas, além de outras 40 caixas que estavam em processo de adulteração. O outro galpão estava cheio de caixas de cerveja que ainda iriam passar pelo processo. Na casa foram encontradas diversas anotações que devem auxiliar a Polícia Civil na apuração do caso.

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