quinta-feira, 23 de Junho de 2016 13:06h Carina Lelles

Greve da Polícia Civil não afeta investigações sobre latrocínio

Essa é a afirmação do Delegado Regional, Leonardo Pio. Marco Antônio Noronha, delegado responsável pelo caso, afirma que as investigações estão adiantadas

POR CARINA LELLES

carina.lelles@gazetaoeste.com.br

 

Durante a reunião da Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (Acasp), o Delegado Regional da 1ª Delegacia Regional de Divinópolis, Leonardo Pio, e o Delegado de Crimes Contra o Patrimônio, Marco Antônio Noronha, falaram sobre o andamento das investigações sobre o latrocínio ocorrido em uma lanchonete no bairro Nossa Senhora das Graças no domingo (19).

Para o Delegado Marco Antônio Noronha, foi um crime muito grave e cruel, em que a vítima acabou sendo assassinada de uma maneira injustificável. “Estamos fazendo um trabalho criterioso, conseguir provas, elementos para que as pessoas que, por ventura, forem indiciadas possam ser apresentadas à Justiça e o Ministério Público possa oferecer a denúncia com tranquilidade”, ressalta.

 

 

 

Ainda de acordo com o Delegado, até o momento, várias informações foram recebidas e trabalhos estão sendo realizados. “Três pessoas já foram conduzidas à Delegacia, no entanto, até o momento, não existem elementos concretos de provas contra estas pessoas. Elas são consideradas suspeitas, a investigação prossegue e esperamos nos próximos dias ter uma resposta positiva com relação a este crime tão grave que ocorreu em nossa cidade”, revela.

Na manhã de ontem, foram feitas novas diligências e outras pessoas foram conduzidas à Delegacia para serem colhidos depoimentos. “Vamos observar também com relação a alguns objetos que foram recolhidos. Não podemos passar mais informações para não atrapalhar as investigações. Estão sendo realizadas várias diligências, alguns nomes estão sendo investigados, mas ainda não temos provas concretas contra as pessoas que foram conduzidas até a Delegacia”.

 

 

 

Os três suspeitos que já foram ouvidos, segundo Marco Antônio, negaram participação no crime. “As pessoas que já foram conduzidas à Delegacia negam participação nos fatos e precisamos buscar o máximo de dados para ver se bate ou não com a cena do crime e as informações que temos até o momento”, finaliza.

Sobre o aumento na criminalidade, o Delegado Regional, Leonardo Pio, avalia que “temos inúmeros fatores que levam à conclusão para o aumento da criminalidade, principalmente da criminalidade violenta. São questões legais, sociais e até mesmo questões de formação de caráter e familiar. No caso do latrocínio, por parte do aplicador da lei, os autores merecem uma pena justa, adequada e uma resposta rápida por parte das Polícias. A gente espera, com a identificação dos autores, que eles recebam uma reprimenda dentro do patamar constitucional e legal muito alta”.

 

 

 

Greve

Nesta segunda-feira, servidores da Polícia Civil de Minas Gerais entraram em greve. De acordo com o sindicato que representa a categoria, 70% dos serviços estão suspensos no estado. Segundo o Sindicatos dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), a categoria reivindica igualdade entre os salários de escrivães e investigadores com peritos criminais e médicos legistas, além da isonomia  também na remuneração de delegados e defensores públicos.

O sindicato exige ainda a chamada de excedentes dos concursos que estão dentro do prazo de validade e realização de novos concursos para aumentar o efetivo de policiais. Conforme o Sindpol-MG, atualmente, um déficit de aproximadamente 50% na corporação prejudica a população e sobrecarrega os servidores. O Sindpol-MG informou que os serviços essenciais serão mantidos.

 

 

 

Segundo o Delegado Regional, Leonardo Pio, a greve não tem afetado as investigações do latrocínio e nem os demais serviços em Divinópolis. “Temos notado em nossa cidade, assim como em todo o país, a crescente, em especial, aos crimes violentos. A este tipo de conduta é nossa determinação que a equipe de investigadores priorize e dê máxima atenção para a identificação e prisão dos autores. A greve em momento algum tem prejudicado as investigações do latrocínio deste último domingo e os demais crimes violentos. Temos policiais civis em Divinópolis comprometidos com a carreira e com a comunidade”, afirma.

Com relação aos outros serviços, Leonardo garante que “houve uma adesão parcial por parte dos policiais civis da regional Divinópolis. Os vistoriadores de veículos não aderiram ao movimento e as vistorias continuam normalmente. A parte de habilitação também está funcionando normalmente. Apenas a parte quanto ao recebimento de documentos, por opção dos servidores do setor, tem ocorrido apenas no período da tarde”, explica.

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