terça-feira, 3 de Março de 2015 13:11h

Helicóptero com UTI do Corpo de Bombeiros e Secretaria de Saúde completa um mês de atendimentos

Parcerias com o SUS Fácil para a transferência de pacientes entre hospitais e com o MG Transplantes ampliam o serviço

O novo helicóptero do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG), comprado em parceira com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), completa um mês de operação nesta segunda-feira (2/3). A aeronave EC-145, com UTI Aérea, serve para resgates e transferência de pacientes em estado crítico entre hospitais e transporte de órgãos para o MG Transplantes.
Em um mês, foram feitos 25 atendimentos, sendo 21 resgates e 4 transferências entre hospitais, em um total de 23 vítimas salvas e dois óbitos. O Capitão Fábio Alves Dias, assessor de comunicação social do Batalhão de Operações aéreas do Corpo de Bombeiros, reforça a importância do serviço. “Agora é possível potencializar os atendimentos urgentes e de longa distância. Não apenas pela qualidade da aeronave, mas também pela integração com o SUS Fácil”, comemora.
É que a partir de fevereiro  a comunicação dos Bombeiros com os hospitais começou a acontecer formalmente. E funciona mais rapidamente. Uma equipe do SUS Fácil manda e-mail direto para o CBMMG. Um médico da corporação avalia o pedido e, se for pertinente, é atendido de imediato.
Os pedidos de atendimento às vitimas de acidentes também chegam via Samu (192) e Cobom (193). E é o corpo técnico que avalia a necessidade do deslocamento do avião e do helicóptero, como aconteceu com o administrador de empresas André Coelho. Há nove dias ele sofreu um acidente de bicicleta na Região Metropolitana de Belo Horizonte e foi resgatado de helicóptero.
“Eu caí e desmaiei por causa de um traumatismo craniano. Meus amigos ligaram para o 192 e em menos de meia hora eu já tinha feito exames dentro do Hospital João XXIII. Os médicos disseram que eu poderia ter tido sequelas se o atendimento não tivesse sido tão rápido”. Segundo coronel Luiz Henrique Gualberto Moreira, comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, esta é a principal função do atendimento aéreo. “Duplicar a capacidade de atendimento adequado às vítimas e reduzir chances de morte e de sequelas”, comenta.

Atendimento exclusivo
Atualmente, o Estado conta com três helicópteros e um avião para atendimentos desta natureza. Minas Gerais é o único Estado que usa o helicóptero biturbina EC-145 exclusivamente  para atendimento público pré-hospitalar e transporte inter-hospitalar.  Ceará, São Paulo, Bahia, Maranhão e Distrito Federal têm a aeronave, mas os equipamentos estão envolvidas em diversas missões.
O EC-145 está equipado com um Kit aeromédico moderno composto por bomba de infusão, cardioversor de ultima geração, ventilador pulmonar, incubadora com ventilador para neonatal e medicamentos necessários para manter estabilizada uma vitima em estado grave. A aeronave consegue viajar por todo o território mineiro a uma velocidade de 270 Km por hora em linha reta, o que permite percorrer a distância de Uberlândia a Belo Horizonte, por exemplo, em pouco menos de duas horas. A aeronave possui autonomia de voo de cerca de 3 horas.
Na rede pública, há helipontos no Hospital de Pronto Socorro João XXIII e no Hospital Risoleta Neves. Ambos em Belo Horizonte. Está sendo construído outro no novo Hospital do Barreiro, ainda em obras. Existem também helipontos nos hospitais particulares Biocor, Mater Dey e da Unimed. Contudo a falta de heliponto em alguns centros de saúde não se torna empecilho para a realização das missões, pois a aeronave pousa com facilidade em locais não preparados.
A equipe médica embarcada que compõe a tripulação está qualificada para atender casos gravíssimos, com risco de óbito. O gerente do Projeto da Rede de Urgência e Emergência da SES, Alexandre Viana de Andrade, revela os próximos desafios: “O que precisamos fazer agora é consolidar as parcerias para integrar a frota terrestre aos trabalhos das aeronaves de maneira responsável e segura, integrando ainda mais Samu, Bombeiros e todos os órgãos envolvidos no salvamento de vidas”.

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