quinta-feira, 28 de Agosto de 2014 05:55h Luiz Silva

Homem é condenado a 20 anos de prisão por matar mulher queimada

Um crime bárbaro que chocou toda Pará de Minas

Em junho do ano passado, teve seu desfecho na noite dessa terça-feira, no Fórum Pedro Nestor. Fabrício de Paula Campanha, de 36 anos, foi condenado a 20 anos de prisão por ter ateado fogo e provocado a morte da ex-esposa, Débora Cristina Silva Campanha, de 24 anos.


O julgamento teve início por volta das 13h25, com o depoimento de Raimunda Aparecida da Silva, mãe da vítima. Bastante comovida ela disse ao júri, composto por sete pessoas, os detalhes dos últimos momentos de vida da filha, que sofreu por 32 dias no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.


O julgamento ainda contou com a participação de várias testemunhas de defesa e acusação que descreveram como era a vida do casal, desde o começo do relacionamento até fim trágico.


O réu acompanhou o julgamento tranquilo e em nenhum instante se mostrou emocionado. Só a partir das 15h Fabrício pôde dar sua versão dos fatos, dizendo que ateou fogo no próprio corpo e em seguida Débora teria o abraçado para que os dois morressem juntos.


Após todos os depoimentos, o promotor de justiça, Renato Vasconcelos, e o advogado de defesa, Arthur Wallace Barbosa Vieira, defenderam suas teses ao júri sobre os motivos que levariam o réu a ser absolvido ou condenado.


A sentença saiu após as 20h. O juiz, Ricardo Sávio de Oliveira, condenou Fabrício por homicídio duplamente qualificado com pena de 20 anos em regime fechado. Muito emocionada, a mãe da vítima disse que a justiça foi feita.


O advogado de defesa, Arthur Wallace Barbosa, disse que pretende recorrer da decisão. Enquanto isso, Fabrício ficará na penitenciária Pio Canedo, onde já estava preso há mais de um ano.

Crédito: Luiz Silva

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