segunda-feira, 6 de Junho de 2016 13:53h Atualizado em 6 de Junho de 2016 às 14:07h.

Homem é preso e menor apreendido por exigir resgate de veículo roubado

A dupla roubava o veículo, o escondia e depois exigia do proprietário um valor referente ao resgate

Um homem foi preso e um menor apreendido na noite dessa quinta-feira (2), em Divinópolis, suspeitos de exigirem resgate de veículos roubados. De acordo com a Polícia Militar (PM), houve uma denúncia de que a vítima de roubo estava sendo chantageada a pagar R$ 1,5 mil para recuperar o seu veículo utilizado para transportar gás, que foi roubado. Após as informações, o serviço de inteligência do 23° Batalhão da Polícia Militar, juntamente com uma viatura do Tático Móvel, passou a investigar um menor, de 16 anos, e um homem, de 32, como autores do crime.

Conforme a PM, foi feita campana e os policiais identificaram a motocicleta utilizada para o crime, e por meio da placa, os militares descobriram o endereço dos suspeitos. Ainda segundo a PM, Venício Francisco da Silva e o menor roubavam o veículo, escondiam em locais com mato alto e, logo após, começavam a exigir resgate do bem. Os suspeitos ligavam para as vítimas de orelhões públicos, em locais diversos da cidade e estipulavam a quantia do resgate. Os suspeitos foram reconhecidos pelas vítimas como autores do roubo, e também da chantagem. Ambos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil.

 

 

 

 

OUTRO CASO NO MÊS PASSADO

A exigência de resgate de veículo é uma prática cada dia mais comum em Divinópolis. No mês passado, a Polícia Civil de Divinópolis apreendeu dois adolescentes por roubo e extorsão. Os suspeitos assaltaram uma família, no bairro Bom Pastor, e depois exigiram dinheiro para devolver o veículo roubado.

Na época, o delegado de furtos de veículos de Divinópolis, Renato Alves da Fonseca, disse que um homem, de 40 anos, chegava em casa, no bairro Bom Pastor, na noite de quarta-feira, quando foi abordado por três suspeitos, sendo que um deles estava armado. O trio levou a vítima para dentro de casa e ainda rendeu a esposa e a filha. Os criminosos colocaram eletroeletrônicos e eletrodomésticos, além do celular, dentro do veículo da vítima e fugiram. Poucos dias após o crime, como os criminosos haviam roubado também o celular da vítima, conseguiram contato e começaram a enviar mensagens pedindo “resgate” no valor de R$2,5 mil para devolverem o carro roubado.

A vítima procurou então a Polícia Civil, que armou uma emboscada para pegar os criminosos. Foi marcado um local para a entrega do dinheiro. No lugar marcado, compareceu um mototaxista, que pegou a “mercadoria” e saiu. Os agentes o seguiram e, no bairro Candelária, o mototaxista entregou o pacote com o dinheiro a dois adolescentes, de 16 e 17 anos. Os policiais os abordaram e deram voz de apreensão. De acordo com o delegado, o mototaxista foi liberado, porque foi comprovado que ele foi chamado para prestar um serviço, sem saber que se tratava de um crime. “As vítimas reconheceram os dois suspeitos. Os adolescentes estão acautelados e podem pegar até 45 dias provisórios até que saia a sentença deles. Eles deverão responder por roubo e extorsão. O terceiro suspeito foi identificado, mas ainda não foi localizado”, explicou Renato. O veículo foi recuperado e parte do material roubado na casa também. A réplica de arma de fogo que foi utilizada no crime foi apreendida, além de um rádio comunicador na frequência da Polícia.

 

 

 

DICAS

O delegado Renato Alves orienta a população para que não caia neste tipo de crime. “Orientamos que sempre seja acionada a Polícia para desestimular este tipo de prática. As vítimas de um crime, como o roubo de carro, costumam colocar nas redes sociais sobre o roubo e, se alguém souber de algo, ligar no telefone particular delas. Isso é errado, o telefone de contato deve ser sempre 190, da Polícia Militar, 181, Disque Denúncia, ou 197, da Polícia Civil. Se um criminoso vir o número da vítima, pode ocorrer a extorsão. Eles vão ameaçar”.

Caso a pessoa seja vítima de extorsão, o delegado orienta ainda sempre acionar a Polícia.  “A Polícia deve ser acionada para que possamos prender estas pessoas. Se as vítimas pagarem e não acionarem a Polícia, torna-se um ciclo vicioso. A sociedade tem que se atentar a isso, não pagar e comunicar o fato à Polícia. Assim, o criminoso vai parar de agir dentro deste método”, explica.

 

 

 

Credito: Divulgação/PM

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