sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014 05:36h Atualizado em 31 de Janeiro de 2014 às 05:39h. Pollyanna Martins

Homem é preso suspeito de estelionato em Divinópolis

O suspeito se passava por advogado, promotor de justiça e perito do INSS.

Um homem de 45 anos foi preso na tarde desta quinta (30) após denúncia de estelionato. O suspeito usava o nome de Lucas Bauer, e se apresentava como perito do INSS, advogado e promotor de justiça. Eliverdson de Paula Lucas Silva ajuizava algumas ações na justiça se passando por advogado, e assinava em nome de outros advogados. Este crime já era investigado pela Polícia Civil de Divinópolis há cerca de quinze dias. O suspeito só foi preso após aplicar o golpe de estelionato em cinco pessoas da mesma família.
Eliverdson procurava as vítimas para agilizar processos de aposentadoria do INSS, venda de veículos, e em troca as vítimas davam uma entrada em dinheiro para o carro não ir a leilão. O suspeito mora em Divinópolis desde outubro do ano passado com os pais idosos em um hotel no centro da cidade. Eliverdson já tem passagens pela polícia por uso de documentos falsos, e ficou preso na cidade de São Joaquim de Bicas por 96 dias condenado pelo crime de estelionato. O suspeito é natural de contagem, já morou em Sete Lagoas e São Paulo. A mãe do suspeito é uma idosa de 76 anos e alega que não tinha conhecimento dos golpes do filho. “Ele acusou uma integrante da família de ser sua cúmplice, nós ainda estamos averiguando se isto é verdade. Ele está sendo investigado de ser o autor de outros crimes na cidade.Ele se dizia promotor da justiça federal, advogado, procurador ou perito do INSS. Estamos ouvindo todos envolvidos, são várias vítimas. Nós vamos ver se ratificamos a prisão em flagrante e vamos continuar as investigações com perícia”, afirmou a delegada, Adryene Lopes de Oliveira.
Junto com Eliverdson, uma mulher da família em que o suspeito aplicava os golpes foi indiciada. De acordo com a Polícia Militar, a suspeita alega que também é vítima, junto com o restante da família. “Era uma senhora que fazia o intermédio entre o suspeito e as vítimas. Nós ainda não sabemos se ela estava tirando vantagem econômica da situação. O prejuízo total é pouco mais de oito mil reais, mas o Eliverdson alega que com ele tinha apenas cinco mil, que não sabe do restante do dinheiro”. O suspeito confessou para a polícia que uma parte do dinheiro foi gasta, e a outra foi entregue para despachantes. Eliverdson não reagiu na hora da prisão. “Nós o encontramos através de uma denúncia anônima. Segundo o autor ele não conhecia nenhuma das vítimas. A irmã de uma das vítimas pegava o dinheiro e repassava pra ele. Com ele foi encontrado somente os documentos de uma firma que é registrada em nome dele”.
Uma das vítimas contou que o rapaz frequentou sua casa, e disse para ela que seu marido tinha uma diferença para receber referente ao antigo plano Collor. “Ele se passou por promotor da justiça federal e me ofereceu comprar um carro que iria para leilão, mas eu teria que dar de entrada pra ele R$1.600,00. Quando nós pedíamos o recibo pra ele, ele inventava desculpas e nunca dava, e o carro também nunca aparecia”. Para outra vítima o estelionatário prometia agilidade em processos no INSS. “Ele chegava pra mim e falava ‘aqui tia se você quiser que eu arrume qualquer serviço no INSS, eu arrumo’. Ele arrumou um auxílio doença para uma amiga minha, mas tive que pagar R$ 317,00, ele chegou a levar um papel, me mostrou o qual eu apresentei aqui na delegacia, neste papel ele me encostava por auxílio doença por seis meses. E agora ele colocou a minha prima no meio, falando que ela era secretária dele”, alega.

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