sexta-feira, 12 de Setembro de 2014 06:27h Aaron Oliveira

Homicídio completa um ano e crime continua sem solução

A vítima foi morta com um corte no pescoço

Há um ao uma mulher que foi encontrada morta em casa, em Divinópolis, com corte profundo no pescoço e até hoje o suspeito não foi preso. A Polícia Civil (PC) diz que as investigações já estão quase concluídas para assim fazer a prisão do culpado.
Rosânia Aguiar da Costa, de 34 anos, morava no bairro São Geraldo, em Divinópolis, e foi morta em sua casa em uma tarde de quinta-feira, dia 19 de setembro de 2013. O corpo dela foi encontrado pelo seu ex-marido, de 63 anos, com quem ela tinha dois filhos. O homem chegou a ser ouvido pela polícia e teve o carro periciado para verificar se havia manchas de sangue no veículo, mas tanto o automóvel quanto o idoso foram liberados por falta de provas de envolvimento no crime.
Na época foram levantadas duas hipóteses, crime passional ou vingança, porém Rosânia não tinha inimigos e não havia indícios de arrombamento na casa. Quando ela foi encontrada, sua filha, de sete meses, estava em um carrinho no mesmo quarto.
O delegado da PC, José Luiz Quintão Tavares, está à frente no caso e revela que as investigações estão em estado avançado. “Faltam poucas perícias e outras diligências para estarmos encerrando este caso com a identificação do culpado, a confirmação da autoria”, ressalta o delegado. Ele também descreve que as investigações não pararam desde o momento do crime, envolvendo os peritos, investigadores, médicos legistas e o delegado. E diz que o corpo da vítima passou por necropsia posterior e exumação ultra-necropsia.
O delegado não revela quem é o suspeito do crime e afirma que este é um inquérito que tramita em segredo de justiça. Segundo ele, a Polícia Civil age com cautela, prudência, zelo e responsabilidade na apuração. “Sem estar levantando nenhum tipo de suspeitas sobre quem foi, optamos por manter uma responsabilidade no caso, no sentido de não apontar nenhuma linha de suspeição antes de uma confirmação final da prova”, descreve José Luiz.

 

 

 

 

Reestruturação
A Polícia Civil hoje passa por um processo de reestruturação, explica o delegado. Ele conta que há falta de profissionais para vários cargos, como de investigadores e escrivãos, mas que já se projeta abetura de novos concursos para completar o quadro de servidores.
Hoje em Divinópolis, há somente um delegado trabalhando na divisão de homicídios, apurando praticamente todos os casos de 2014 e também os casos antigos. “Nossa apuração está sendo muito eficiente, não obstante de estar faltando investigador, apesar de ter somente um delegado cuidando de uma cidade do porte de Divinópolis”, garante o delegado.
Ele também afirma a PC tem conseguido conciliar a apuração dos casos antigos e novos, sejam as tentativas de homicídio ou os consumados, como o de Rosânia. “Contamos com o apoio e com a compreensão da sociedade. Estamos fazendo o melhor e, aliás, estamos fazendo muito bem. O índice de apuração tem sido muito grande”, finaliza José Luiz.

 

 

 

Créditos: Aaron Oliveira

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