terça-feira, 26 de Janeiro de 2016 12:37h Site Oficial Polícia Civil de Minas Gerais

Homicídio em boate da capital é esclarecido pela Polícia Civil

Uma discussão seguida de agressão está sendo apontada como a motivação para o homicídio de Paulo Rodrigo Bento Veloso, de 23 anos

Walterson Jackson Ramos dos Santos, de 18, ocorrido no dia 25 de outubro do ano passado, no bairro Palmares, região Nordeste de Belo Horizonte. Em virtude desse crime, a equipe de policiais civis do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizou, na manhã desta terça-feira (26), operação para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em três bairros da capital, sendo eles Concórdia, Cachoeirinha e Santa Cruz.

 

Durante a ação, a polícia prendeu Fábio Fidélis Braga Conrado, de 18 anos, partícipe do homicídio. Alexandre Gustavo Queiroz de Oliveira (conhecido como Zé Baiano), de 28 anos, apontado como um dos responsáveis pelo crime, conseguiu fugir. Na casa dele foram apreendidas drogas, uma pistola calibre 40, dinheiro, relógios, celulares, eletrodomésticos e uma balança de precisão.  André Felipe do Nascimento, de 26 anos, estava na residência e foi preso em flagrante. De acordo com a delegada Alice Batello, que coordenou as investigações, na data dos fatos Alexandre estava em liberdade há apenas 18 dias.

 

 



Discussão fatal

Segundo as investigações, a briga entre vítimas e investigados teria iniciado dentro da boate, em função de um mal entendido. Fábio teria ficado com uma mulher que o amigo de Paulo acreditava ser uma outra de seu interesse. Irritado, ele foi até o rapaz e iniciou a discussão. 

Na confusão, Fábio e o seu tio foram brutalmente agredidos pelo grupo em que Paulo estava. Alexandre, que era amigo de Fábio, indignou-se com a agressão e também se envolveu na briga. Ele disparou contra o grupo atingindo Paulo. Walterson, que estava próximo, também foi ferido e acabou morrendo. Fábio teria envolvimento no crime ao apontar seus agressores para o colega.

Levantamentos indicam que o dono da boate orientou os seguranças a retirarem os corpos do local a fim de desvincular a imagem do estabelecimento com o fato. Por essa razão, eles serão indiciados por fraude processual e omissão de socorro.

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