quarta-feira, 7 de Novembro de 2012 13:12h Gazeta do Oeste

Indígena de MS procura a polícia por ter documento recusado no Enem

 A Polícia Civil de Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande, investiga o caso de uma jovem indígena de 18 anos que alega ter sido vítima de injúria durante o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado no sábado (3) e domingo (4). Conforme boletim de ocorrência feito pela vítima, registrado no segundo dia de provas, ela foi impedida de entrar no local de prova por apresentar somente a carteira de identidade indígena.

Segundo a Fundação Nacional do Índio, existe um documento chamado Registro Administrativo de Nascimento e Óbito Indígena (Rani) que tem valor administrativo e não substitui a certidão de nascimento civil e os demais documentos básicos.

No edital da prova, divulgado pelo Ministério de Educação (MEC), diz que são aceitos como documento de identificação cédulas de identidade (RG) expedidas pelas Secretarias de Segurança Pública, pelas Forças Armadas, pela Polícia Militar, pela Polícia Federal, pelo Ministério das Relações Exteriores para estrangeiros, por ordens ou conselhos de classes, além de Carteira de Trabalho, Certificado de Dispensa de Corporação, Certificado de Reservista, Passaporte; e a Carteira Nacional de Habilitação com fotografia.

 As regras estabelecem ainda que não são aceitos protocolos, Certidão de Nascimento, Certidão de Casamento, Título Eleitoral, Carteira Nacional de Habilitação em modelo anterior à Lei nº 9.503/97, Carteira de Estudante, crachás, identidade funcional de natureza privada e nem documentos ilegíveis ou danificados.

O caso
De acordo com o registro policial, a jovem alega ter ficado constrangida quando uma das fiscais não aceitou o documento. A vítima foi encaminhada para a coordenação do local de prova, onde teria discutido com a chefe da equipe de aplicação do exame.

Depois do desentendimento, foi permitido que a jovem voltasse para a sala e fizesse o exame. A indígena relata que sentiu-se prejudicada pela confusão. “Fiquei muito nervosa e nem consegui fazer a prova direito. Isso nunca tinha acontecido comigo”, afirmou Gislene ao G1.

A delegada Deborah Mazzola Nunes Pereira disse que vai ouvir o depoimento das pessoas que estavam no local.

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