quarta-feira, 22 de Outubro de 2014 05:12h Pollyanna Martins

Inquérito policial envolvendo ex- advogado de “Macarrão” é encerrado

O inquérito policial que acusa Wasley César de Vasconcellos, ex- advogado de Luiz Henrique Romão, o “Macarrão”, foi encerrado ontem

O inquérito policial que acusa Wasley César de Vasconcellos, ex- advogado de Luiz Henrique Romão, o “Macarrão”, foi encerrado ontem, pelo delegado da Polícia Federal de Divinópolis, Daniel Souza Silva. Wasley é acusado de tráfico de drogas, por ter sido pego na MG-050, próximo a Capitólio, transportando 200kg de maconha, em setembro deste ano.
Na época, o advogado alegou que a droga era de um cliente e que ele estava apenas acompanhando, mas com a conclusão do inquérito policial, ficou provado que Wasley era o dono da droga. “Nós conseguimos comprovar no inquérito que a droga era dele. O Wasley a comprou em Aparecida do Tabuado, no Mato Grosso e iria revender para traficantes de Nova Serrana e região”, explica Daniel.
O advogado alegou, ainda na época da prisão, que um notebook que era usado em trabalho havia sumido do carro, porém o delegado afirma que tudo não passava de tese de defesa. “Ele usou essa tática porque sempre usa no trabalho dele, mas depois nós descobrimos que este notebook estava na casa da sogra dele em Pitangui. A esposa do Wasley confessou que o notebook estava na casa da mãe dela e ela mesma nos entregou”, ressalta o delegado.
O inquérito apontou ainda que o Fiat Siena, apreendido no dia da operação, com placa de Belo Horizonte, era clonado. “Nós entramos em contato com a proprietária do verdadeiro Siena e ela relatou que recebeu três multas, uma de Nova Serrana, Foz do Iguaçu e Juiz de Fora. Ela inclusive informou que sofreu um atentado em Belo Horizonte, quando um indivíduo atirou contra ela, mas viu que ela não era o alvo e chegou a desculpar-se pelo ocorrido”, conta Daniel.
De acordo com o delegado, Wasley está detido no presídio Nelson Hungria, em Contagem, com medida preventiva. “Hoje o Wasley alega que um traficante o obrigou a transportar a droga. Ele foi preso em flagrante e o juiz acatou o pedido de prisão preventiva. E deve ficar detido até o julgamento”, conclui.
 

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