terça-feira, 12 de Maio de 2015 11:42h Atualizado em 12 de Maio de 2015 às 11:59h. Pollyanna Martins

Jovem está em coma após ser agredida por companheiro

Suspeito vai ser acusado de feminicídio

Roberto (UPA 24h), e o suspeito tinha fugido.
Os policiais militares realizaram buscas nas proximidades e localizaram o agressor escondido nos fundos da residência onde ocorreu o crime. Ainda de acordo com a PM, o jovem não resistiu à prisão e confessou o delito. Cleiton relatou que a briga a começou às 6h, por causa da sogra. Segundo o suspeito, Raissa disse que sua mãe havia lhe contado que o companheiro e seu pai haviam passado a noite em festas, e passou a agredi-lo.
Ainda de acordo com o jovem, a vítima chegou a lhe dar uma facada na mão, momento em que ele passou a agredi-la. Devido às agressões, Raissa teve traumatismo craniano e perda de massa encefálica. Vizinhos relataram que ela gritou por socorro, porém quando o Corpo de Bombeiros chegou, a vítima já estava inconsciente. “Ela veio [bater] em mim e eu fui nela também. Eu a agredi com soco e chute. Mas não usei pedra nem dei paulada na cabeça dela não”, relata.
O casal vivia junto há dois anos e moravam com o filho da vítima, de quatro anos. Conforme Cleiton, a criança dormia na hora das agressões, mas vizinhos afirmaram ouvir o menino gritando “papai”. O jovem diz estar arrependido e quer que a companheira se recupere para poderem viver juntos mais uma vez. “Eu estou arrependido, eu não tinha a intenção de machucá-la deste jeito, eu não bati a cabeça dela em lugar nenhum. Eu amo ela demais, eu quero ficar com ela, eu gosto dela demais”, afirma. O filho da vítima foi levado para a casa da avó materna. A jovem permanece internada no HSJD em estado grave.

 

CRIME
Segundo a delegada Maria Gorete Rios, o jovem vai ser indiciado por tentativa de feminicídio, devido à dinâmica das agressões. Ainda de acordo com a delegada, a vítima já havia registrado um boletim de ocorrência no ano passado por violência doméstica, porém decidiu não representar contra o companheiro, ou se submeter a exames. A delegada contou também que o suspeito ficou em silêncio durante o interrogatório, e se resguardou ao direito de falar perante o juiz.
“Tinha muitas marcas de sangue em várias partes da casa, a gente não sabe se ela foi arrastada ou se foi na hora de prestar socorro a ela. Mas a gente tem experiência quando tem muita marca de sangue, então a violência foi bem avançada. Na hora do flagrante ele [suspeito] se reservou ao direito de permanecer calado. Agora este procedimento vai ser levado adiante, e anterior vai ser levado em conta, porque existe uma determinação do Supremo Tribunal Federal, que violência contra mulher quando é física não depende de representação”, explica. Além de violência doméstica, o jovem tem passagens por tráfico de drogas. 

 

 

Crédito: Pollyanna Martins

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