quarta-feira, 22 de Agosto de 2012 14:48h Camila Caetano

Leis rígidas sobre porte de armas ajudam a diminuir o número de homicídios no Brasil

Dados revelam que o número de homicídios no Brasil diminuiu a partir da adoção de leis mais rígidas sobre o porte de armas de fogo, como o Estatuto do Desarmamento, de 2003. Essas punições mais firmes iniciaram nas últimas décadas em toda a América Latina, já que as suas taxas de assassinatos são quatro vezes maiores que as do resto do mundo. Enquanto a região concentra apenas 14% da população mundial, estatísticas do relatório Estudo Global de Homicídios 2011, apontam que 31% dos homicídios mundiais acontecem na América Latina. Além disso, os países que apresentam um maior índice são Brasil, Venezuela, Colômbia e México. Contudo, destes apenas no Brasil e Colômbia houve queda desses crimes através das leis mais rigorosas, de 27% e 40%, respectivamente. 

 


A maior preocupação do Brasil continua sendo as armas que são fabricadas dentro do país, já que segundo informações 80% das armas apreendidas pela polícia são de fabricações nacionais, em sua maioria revólveres legalizados que acabam por cair nas mãos de criminosos.

 


Já na Colômbia o maior problema é o contrabando de armas e munições, as quais são trocadas por drogas. Neste sentido, a maioria entra de forma ilegal. A queda do número de homicídios no país se deu pelas mudanças na legislação em 1993 e o combate aos grupos organizados, como às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), e ao ELN (Exército de Liberação Nacional).

 


Venezuela passa por questões de violência urbana com graves proporções. Assim, além da Lei do Desarmamento de 2002, entrou em vigor em junho de 2012 algumas leis mais rígidas, como a proibição de compras de armas e munições por civis. No México o problema também não é diferente, já que as armas são adquiridas nos EUA, onde a compra é facilitada, além de enfrentarem a questão dos cartéis de drogas.

 


No Brasil além das armas há a questão do tráfico de drogas, uma das principais causas dos homicídios. Sendo assim, novas articulações são engajadas em âmbito nacional também para combater tanto o uso quanto o tráfico de drogas. 

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