sexta-feira, 2 de Outubro de 2015 11:22h

Macarrão pede transferência para a Apac de Itaúna

Luiz Henrique Ferreira Romão foi condenado pela morte de Eliza Samúdio, que teve um filho com o goleiro Bruno

Condenando a 15 anos de prisão, por envolvimento na morte de Eliza Samudio, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, tenta a transferência para a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC), de Itaúna.
O pedido foi feito pelo advogado do detento, que alegou que a transferência é para que Macarrão possa ficar mais perto da família, que mora em uma cidade próxima à Itaúna. A petição foi recebida pelo juiz da Vara de Execuções Criminais, Wagner Cavalieiri, na última terça-feira.
O magistrado deve enviar o pedido ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para que a Promotoria dê um parecer sobre a solicitação. Depois disso, deve ser consultada a comarca de Itaúna sobre a disponibilidade de vagas na Apac. Não há prazo para a decisão.
Macarrão está detido no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, desde 2010.

 

O caso
Eliza desapareceu em 2010 e o corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.
Conforme a decisão do júri, a ex-amante do jogador foi morta em 10 junho de 2010, em Vespasiano (MG), após ter sido levada à força do Rio de Janeiro para o sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. A certidão de óbito foi emitida por determinação judicial.
A criança, que foi achada com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG), hoje vive com a avó, em Mato Grosso do Sul. Um exame de DNA comprovou a paternidade. Bruno e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foram condenados a 22 anos de prisão. Outras pessoas também foram condenadas por participação no crime.

 

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