terça-feira, 13 de Setembro de 2016 16:04h Carina Lelles

Mãe e filho são mortos por não pagar dívida

A Polícia Civil de Sete Lagoas prendeu Carla Cristina Soares de Jesus, de 27 anos, Gabriel Henrique Neves Barbosa, de 27 anos, Leticia Santos de Almeida, de 34 anos, e Bruno Henrique Rodrigues de Oliveira, de 19 anos. Eles são suspeitos de matarem Leila de Oliveira Costa, de 47 anos, e seu filho, Kaique Oliveira Amaral, de 15 anos, em uma estrada vicinal, no dia 27 de agosto desse ano. Os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados juntos ao veículo. As vítimas moravam em Papagaios.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram que a motivação do crime seria porque Leila havia contratado Carla, Gabriel e um terceiro suspeito, Wagner Marciana Sousa, para roubarem e matarem o irmão dela em Papagaios. No momento em que os três suspeitos estavam realizando o roubo na casa do irmão, eles foram abordados pela polícia e fugiram. Diante da frustração do crime, Leila não realizou o pagamento combinado com os suspeitos e os ameaçava de entregá-los à polícia, o que os motivou a se vingar da vítima.

De acordo com os levantamentos, Kaique também teria envolvimento no esquema do sequestro, uma vez que ele, Carla e Wagner teriam invadido a residência do irmão de Leila e, quando este chegou ao local, foi abordado e amarrado. Os suspeitos então arrecadaram bens pessoais da vítima e o colocaram no veículo dela, momento em que foram surpreendidos pela Polícia Militar e conseguiram fugir.

Ainda de acordo com Carla, Leila pretendia assassinar o irmão e sua família como forma de vingança para que pudesse passar a cuidar de sua mãe e passaria a ser a herdeira. Para isso, Leila teria prometido pagamento em dinheiro à Carla e Gabriel, o que não foi cumprido. Assim, com receio de Leila delatá-la à polícia, Carla planejou, junto com Gabriel, o homicídio de Leila e Kaíque, contando com a participação de Letícia, Bruno e Júnio Flávio Nascimento Silva, que executaram o crime.

 

EXECUÇÃO

 

A Polícia Civil apurou que Leila estava precisando de dinheiro para pagar os executores e saldar outras dívidas, oportunidade utilizada por Carla, que prometeu conseguir empréstimo de um agiota. Com essa justificativa, Carla e Gabriel conseguiram atrair Leila até uma estrada isolada. No local, Bruno, Letícia e Junio acompanharam as vítimas no banco de trás, enquanto Carla e Gabriel seguiram o veículo no automóvel de Gabriel.

Bruno teria colocado uma arma no pescoço de Leila e ordenou que parasse o veículo. Em seguida, disparou com arma de fogo contra as vítimas, enquanto Junio deu golpes de facão em Kaique, e Letícia ateou fogo no carro.

O delegado responsável pelo inquérito, Fernando Vetorazo, destacou que nem todos os suspeitos confessaram participação no crime. “Tanto Carla como Junio assumiram todos os fatos à polícia, enquanto que Gabriel alegou apenas estar acompanhando os suspeitos. Já os demais, negaram qualquer participação nos crimes”, informou.

 

MORTES E SEQUESTROS

 

No dia 26 de agosto, populares avistaram um carro queimado às margens da BR-040, em Sete Lagoas. Militares estiveram no local e encontraram o garoto no chão, com várias partes do corpo queimadas e uma lesão na cabeça. Já Leila, estava totalmente carbonizada dentro do veículo.

No dia 13 de agosto, Leila registrou um boletim de ocorrência, afirmando que, dois dias antes, passava pela MG-060 com o filho, quando, próximo à Zona do Grilo, em Maravilhas, teve o carro interceptado por dois veículos.

Três homens ordenaram que mãe e filho saíssem do automóvel. Os criminosos colocaram sacos plásticos nas cabeças das vítimas, que foram levadas para a cidade de Fortuna de Minas e agredidas até às 5h da madrugada do dia 12.

Ainda na versão da mulher, ela e Amaral foram localizados por pescadores. Os bandidos não levaram o carro da família, mas fugiram com vários objetos pessoais e uma quantia de aproximadamente R$ 30 mil.

Na época, a mulher chegou a dizer que alguns parentes poderiam ter envolvimento com o crime, uma vez que sabiam que ela estava com o dinheiro dentro do carro. Ninguém foi preso.

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