quinta-feira, 12 de Julho de 2012 15:41h Camila Caetano

Máquinas de construção civil são furtadas em Divinópolis

Sobre essa denúncia feita por Geraldo, o Comandante do 23º Batalhão, Tenente Coronel Júlio Teodoro, afirma que em relação a furtos em todas as construtoras, a PMMG não tem esse dado.

De acordo com Geraldo Barros, proprietário de uma empresa que aluga máquinas na região de Divinópolis, o índice de furtos de equipamentos nas construções civis na cidade está alto, pois vários clientes chegam à sua loja para arcar com o prejuízo do material que foi alugado e furtado. Segundo o empresário, somente no seu estabelecimento já somam reclamações de oito pessoas.

 


Sobre essa denúncia feita por Geraldo, o Comandante do 23º Batalhão, Tenente Coronel Júlio Teodoro, afirma que em relação a furtos em todas as construtoras, a PMMG não tem esse dado. “Não temos cadastrados todas as construtoras do município. Em relação à recuperação de materiais furtados, isso ocorre com frequência, principalmente em locais (residências) de usuários e traficantes de droga, já que muitas das vezes esses produtos são destinados à troca por drogas. Nesse caso, seria muito interessante a identificação (numérica/logomarca/pintura/etc) do material”, disse. Neste sentido, o proprietário de uma Construtora de Divinópolis, Lacerda, relata que geralmente são ferramentas de obras que naquele momento ele não tem uma nota fiscal para comprovar a propriedade daquele bem, outra hora são coisas muito difíceis de serem reavidas, então as primeiras denúncias que ele fez não surgiu efeito.

 

Deste modo, a Polícia Militar alerta que é preciso aprimorar os mecanismos de identificação dos equipamentos, sendo que uma das alternativas é pintá-los, gravando uma numeração ou até mesmo a própria logomarca. Outra ideia proposta é a contratação de vigias, que podem acionar a PMMG através do telefone 190, quando observarem qualquer pessoa suspeita. Entretanto, segundo outro dono de uma construtora, Paulo, afirma que esta última é uma ação antieconômica. “Fica mais em conta eu arcar com o prejuízo, porque a ronda hoje é muito cara”, complementa, apesar de que o mesmo relata que o penúltimo furto em seu depósito causou um prejuízo em torno de 20 mil reais.

 

Outro fator que a Polícia Militar frisa é a necessidade de que todos se envolvam em ações e denúncias, para que assim consiga evitar esse crime e rastrear os equipamentos furtados. “Isso já é uma realidade, quando vemos alguns segmentos já mobilizados, a exemplo: dos postos de combustíveis (Rede de Postos Protegidos); Comunidades Rurais (Projeto Comunidade Rural Protegida); Shopping e Lojas (Rede de Shopping Protegidos) e ainda Rede de Vizinhos Protegidos. Dai o segmento Construção Civil também tem que se organizar na busca de proteção de seus bens e de suas máquinas”, declara o Tenente Coronel Júlio Teodoro.

 

Contudo, os proprietários afirmam que agora não fazem nem mesmo um boletim de ocorrências, “há muito tempo atrás procuramos a Polícia Militar, mas chegamos à conclusão que não faz diferença, é perca de tempo, então desistimos de fazer o boletim de ocorrências, porque a gente perde muito tempo fazendo B.O.”, diz Paulo, dono de uma construtora. Porém, é válido ressaltar que para a Polícia Militar agir com mais eficácia é fundamental a realização de denúncias, as quais apontam que tipo de crime ocorre e em quais locais, para assim iniciar as investigações na região, as quais permitem a identificação dos infratores e rastreamento dos materiais furtados.

 

A equipe do jornal Gazeta do Oeste repassou para alguns proprietários a proposta da Polícia Militar, de criar uma rede de proteção na construção civil, entretanto, Paulo comenta que nunca foi convidado para participar e fazer parte de alguma rede de vigilância comunitária, mas o mesmo também declara “nunca nos preocupamos em montar uma vigia comunitária”.

 

“Por fim, continuamos realizando nosso trabalho de prevenção. Informações que auxiliem na prevenção de tais crimes e nas abordagens de suspeitos e na prisão de autores poderão nos ser repassadas através do telefone 190. Denúncias poderão também ser repassadas através do DDU – 181”, conclui o Tenente Coronel Júlio Teodoro.

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