sábado, 27 de Outubro de 2012 05:13h Gazeta do Oeste

Médico é agredido por policial civil após acidente de trânsito na Savassi

Comerciantes e transeuntes ficaram espantados na tarde desta sexta-feira ao presenciarem a ação truculenta de um policial civil por causa de um acidente no trânsito no cruzamento da Rua Sergipe com a Avenida Cristóvão Colombo, no Bairro Funcionários, Região da Savassi, em BH. Quem testemunhou o ocorrido acionou a Polícia Militar pensando que se tratava de um assalto no meio da avenida.

O policial, cuja identidade a Corregedoria da Polícia Civil se recusou a informar, agrediu um médico de 54 anos por causa de uma leve batida no cruzamento das vias. A vítima estava parada no semáforo da Rua Sergipe e quando o sinal abriu arrancou o carro, um Hyundai i30, mas a moto que estava na frente não avançou. O carro bateu na traseira da moto, uma Twistter preta, que teve a placa amassada. O médico seguiu o fluxo e entrou na Cristóvão Colombo.
 

Testemunhas contaram que o condutor da moto desamassou a placa e avançou em alta velocidade, até fechar o carro. O policial desceu do veículo já de arma em punho, lançou o próprio corpo pela janela do carro e tentou retirar a chave da ignição. Aos berros, ele ameaçava atirar no médico e começou a chutar a lataria do carro.

O médico desembarcou do veículo e começou a ser revistado pelo policial, que em seguida passou a agredir a vítima com socos no peito. Por sorte, a PM chegou a tempo de impedir ainda mais agressões. Os militares chegaram ao local pensando que ocorria um assalto.

A situação revoltou quem presenciou a cena. O médico contou que chegou a oferecer R$ 50 para o policial consertar a placa, mas foi ignorado. Ele admitiu que errou ao avançar antes do policial, e afirmou que se assustou quando lhe foi exibida a arma e, por isso, seguiu o caminho.

Pouco tempo depois da chegada da PM, vários policiais civis se fizeram presentes. Quando a imprensa chegou, o policial subiu na moto e saiu rapidamente. Policiais da corregedoria se recusaram a informar o nome do colega, que deveria se dirigir à Delegacia do Detran para registro da ocorrência. A PM disse que não pode revelar a identidade do agressor porque ele pertence à outra corporação.

O delegado Félix Magno, da corregedoria da Policia Civil, afirmou que vai abrir um processo administrativo para investigar o caso. O médico, embora revoltado com a atitude do policial, disse que não pretende prestar queixa contra o agressor, pois tem medo de represálias.

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