sexta-feira, 13 de Setembro de 2013 10:11h Luiz Felipe Enes

Menor confessa autoria do último homicídio em Divinópolis

As informações chegaram através de denúncias anônimas. O jovem ainda tentou fugir, mas acabou sendo pego e confessando o crime

Foi parar na Delegacia de Polícia Civil, em Divinópolis, o menor R.S.S, de 17 anos, que confessou ter sido o autor do crime que matou um homem na noite da última terça-feira (10). Segundo a confissão do menor à PC, a motivação seria uma dívida no valor de R$ 450,00. O rapaz se negou a pagar a conta, e por isso o matou.
Denúncias feitas ao 181 (Disque Denúncia), informaram que o jovem estava em uma casa no bairro Itaí. A Polícia Militar foi até o local. Ao chegar lá, durante abordagem à residência, o adolescente tentou fugir pela janela, foi detido e acabou confessando que matou César Aparecido Rodrigues. Eles vinham negociando há algum tempo e a vítima teria dito que pagaria em até um mês, contudo, não foi o que de fato procedeu.

 


O menor ainda revelou que depois de cobrar a dívida oriunda do tráfico de drogas, e não ter êxito no recebimento ficou mais agressivo e passou a andar armado. Foi então, que por volta das 22h, do dia 10, voltava de um bar nas imediações do bairro Del Rei, passou na rua, e deparou com a vítima e logo efetuou dois disparos de uma arma calibre 380.

 


A mesma arma estaria em uma trilha, que liga o bairro Del Rei ao morro das Antenas. O adolescente teria dito onde a arma estava, mas a mesma não foi encontrada. Na delegacia, como não houve flagrante, o menor aguarda que o inquérito seja concluído. De acordo com o delegado que acompanha o caso, Marcelo Nunes Júnior, será elaborado um ato infracional que condiz com o homicídio. “Vamos aprofundar as investigações, até mesmo para ver se o menor não está dando cobertura para alguém”, declara.
Caberá após fechamento do inquérito, ao Juiz da vara da Infância e Juventude julgar a pena cabível ao menor, todavia, se o adolescente for encaminhando a um Centro Sócio Educativo, o mais que é mais provável, e pena máxima, é de três anos. Enquanto isso, o jovem aguarda em liberdade.

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