quarta-feira, 26 de Março de 2014 05:18h

Menores confessam o assassinato brutal de aposentado e dão risadas ao falar do caso

A Polícia Civil de Pará de Minas prendeu os suspeitos de envolvimento na morte de Airton Pimenta Soares, de 66 anos. O idoso foi assassinado e teve o corpo jogado em um barranco.

O crime aconteceu no final da noite de sábado (22). Vizinhos do aposentado notaram que ele não estava em casa e descobriram que dentro do imóvel havia dois pedaços de pau com manchas de sangue. Além disso, mais sangue foi encontrado na residência e o carro da vítima, um Corsa, não estava na garagem.
Naquela mesma noite, o carro foi localizado abandonado e com um pneu furado no Bairro Prefeito Walter Martins Ferreira. No banco de trás, policiais perceberam uma grande mancha de sangue. O corpo de Airton Pimenta Soares somente foi encontrado na manhã de domingo, na serra das torres de transmissão de rádio, TV e internet, no alto do Bairro São José, em Pará de Minas.
Uma testemunha, que fazia caminhada pela estrada da serra, encontrou o corpo jogado de um penhasco e acionou a Polícia Militar. Airton Pimenta foi reconhecido por dois filhos. O idoso, que morava sozinho, foi assassinado com aproximadamente 25 golpes de faca e pauladas.
A polícia recebeu a informação que no sábado, o aposentado teve uma discussão com pessoas que usavam drogas no passeio de sua residência. Ele teria pedido aos usuários que procurassem outro local para fumar as drogas e isso poderia ter resultado em sua morte.
De acordo com o inspetor Ricardo Carvalho, o assassinato de Airton Pimenta Soares foi um latrocínio (roubo seguido de morte). O policial explica que o crime teria sido praticado por dois adolescentes de 15 e 17 anos, e por um adulto de 18 anos, que está detido na Penitenciária Pio Canedo.
Na Delegacia da Polícia Civil, os menores confessam o crime, dizem que mataram Airton Pimenta Soares porque teriam sido ameaçados por ele na última semana e ainda deram risadas da situação.
Perguntados se estavam arrependidos do crime, os adolescentes, afirmam que se arrependem de terem sido apanhados pela Polícia Civil, e não pela morte do aposentado.
Os dois menores foram apresentados ao Ministério Público da Comarca de Pará de Minas. A Polícia Civil pediu ao promotor de justiça que tente o acautelamento de ambos por causa do crime bárbaro que cometeram.

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