sexta-feira, 29 de Junho de 2012 14:21h Camila Caetano

Minas Gerais é um dos Estados com mais inquéritos de homicídios pendentes

De acordo com o diagnóstico realizado pelo Ministério Público e de Justiça, apenas 3,2% dos inquéritos de homicídios de Minas Gerais foram finalizados entre abril de 2011 e 2012, os dados são referentes aos casos pendentes até dezembro de 2007, ou seja, há cinco anos não tem resultados sobre esses processos judiciais.

 


A situação é crítica em quase todo o país, e os dados mostram que dos 135 mil inquéritos sobre homicídios dolosos até 2007, somente 43 mil foram concluídos, assim, 80% está arquivado, sem procedimentos.

 


Já em Divinópolis de acordo com a Delegada Angelita de Oliveira que assumiu a Unidade em 29 de maio, o trabalho está sob controle, com apenas um inquérito de homicídio de 2007 pendente, que até foi relatado, mas o promotor pediu para retornar, e por isso ainda não foi concluído, “eu e o estagiário fizemos um mutirão para colocar a Delegacia em dia. Como eu assumi agora, estou fazendo as diligências cabíveis”, complementa Angelita.

 


Sobre os anos posteriores, a Delegada afirma que está começando pelos mais antigos, e que os de 2008 também praticamente acabaram, além disso, sua meta é relatar esses inquéritos até agosto desse ano. “Nesse mês vamos conseguir mandar 30 ou mais. A minha preocupação é com as vítimas, eu trabalho para a população. Eu sei que a gente tem que ter uma resposta, seja na Delegacia de Mulheres, seja na COMAR, independente de onde eu esteja”, relata Angelita.

 


É válido ressaltar que em muitos Estados faltam efetivos e os poucos presentes ainda têm que atender por diversos setores, o que gera muita demanda para um mesmo funcionário, sendo um dos fatores que impede o andamento dos inquéritos. Está prevista a abertura de um concurso para contratação de Delegados, entretanto, são vagas que acabam por preencher apenas àqueles que se aposentaram ou estão afastados, assim, a situação tende a continuar precária.

 

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