quarta-feira, 20 de Março de 2013 11:27h Erik Ullysses

Ministério Público denuncia ex-agentes de Itaúna por formação de quadrilha e corrupção

Entre os acusados estão um ex-prefeito e a ex-chefe de gabinete da prefeitura, companheira do prefeito na época

O ministério público de Minas Gerais, através de um grupo de promotores de Justiça que atuaram em cooperação na Comarca de Itaúna, apresentou na segunda-feira, dia 18, uma denúncia contra seis acusados de participação na prática de crimes na Administração da Prefeitura de Itaúna. Entre os acusados estão um ex-prefeito da cidade e a sua então companheira, que trabalhava como chefe de Gabinete da prefeitura.
De acordo com a denúncia, foram apurados diversos desvios ocorridos a partir do ano de 2009. Naquela ocasião, o prefeito, Eugênio Pinto, o procurador-geral, a assessora de comunicação e o secretário de Administração do município se organizaram em torno de uma futura candidatura da então chefe de Gabinete da prefeitura, Íris Léia Rodrigues da Cruz. De acordo com o Ministério Público, os meios utilizados para colocar em prática a candidatura foram fraudulentos. Primeiramente, foi feita uma manobra para ampliar as atribuições da chefia de Gabinete, que passou a comandar também a Comunicação da Administração Municipal.
Em 2011, a chefe de gabinete é apontada como a chefe da organização criminosa, época em que  assinou um contrato no valor de 600 mil reais em nome da prefeitura com uma empresa de comunicação e marketing. Entretanto, ao invés de a empresa prestar serviços ao ente público, a publicidade produzida foi da futura candidata. Somente em uma revista com clara propaganda em benefício de Íris, foram gastos 150 mil reais.
O grupo ainda é acusado de cometer outras irregularidades em benefício do próprio grupo e da empresa contratada, como o fato de não ter sido nomeada equipe de servidores para acompanhar a execução do contrato, não haver solicitação formal de serviços; não ter fiscalização no recebimento dos serviços, além de terem sido verificados pagamentos em duplicidade, dentre outras. O Ministério Público disse ainda que a empresa que prestou os serviços trabalhou de forma velada para a eleição da candidata ao cargo de vereadora nas eleições de 2012. O sócio-proprietário da empresa é acusado de prestar serviços gratuitos e não declarados à Justiça Eleitoral. Por este fato, ele também está entre os denunciados.
Dessa forma, o Ministério Público denunciou o então prefeito, a chefe de Gabinete, o secretário de Administração e o Procurador-Geral do município por formação de quadrilha ou bando e corrupção passiva com causa de aumento de pena. A assessora de comunicação foi denunciada por corrupção passiva e o sócio-proprietário da empresa que prestou os serviços responderá por corrupção ativa.
O MP considera ainda algumas questões que poderão ser agravantes nas penas em caso de condenação. Foi considerado que o motivo do crime é torpe e foi feito com abuso de poder. A ex-chefe de Gabinete é acusada ainda de ter chefiado o esquema criminoso.

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