quarta-feira, 18 de Julho de 2012 10:19h Gazeta do Oeste

Ministério Público investiga esquema para vender CNH

Autoescolas, policiais civis, funcionários do Detran e até mesmo uma delegada são suspeitos de envolvimento em uma máfia de carteiras de habilitação na segunda maior cidade de Minas Gerais.

Autoescolas, policiais civis, funcionários do Detran e até mesmo uma delegada são suspeitos de envolvimento em uma máfia de carteiras de habilitação na segunda maior cidade de Minas Gerais. O esquema de venda da permissão para dirigir - documento emitido pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) -, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, movimentaria por mês até R$ 1 milhão, segundo denúncias investigadas pelo Ministério Público Estadual (MPMG).

 

De acordo com o promotor Adriano Arantes Bozola, da Promotoria de Fiscalização do Controle Externo da Atividade Policial, candidatos eram aliciados por instrutores e donos de autoescolas para pagar propina, com a promessa de que encontrariam facilidades na hora do exame prático para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Para isso, eles deveriam desembolsar entre R$ 1.200 e R$ 1.500. O dinheiro arrecadado era divido entre os participantes do esquema.

 

Investigação. De acordo com o MPMG, as denúncias já são investigadas desde setembro do ano passado e teriam partido de donos de autoescolas que se sentiam prejudicados com a manobra. "O acordo era para que aquelas pessoas que pagassem as quantias cobradas fossem aprovados nos exames de direção", explicou o promotor.

 

Algumas pessoas teriam informado ao Ministério Público que candidatos eram reprovados nos exames, mesmo sem terem cometido faltas importantes durante a prova de direção. Após várias reprovações, esses candidatos recebiam a proposta dos próprios instrutores. "Eles diziam: ‘se você pagar o café, o seu nome vai ser repassado ao examinador e a sua carteira estará garantida’. Quem precisava do documento ficava acuado e acabava se submetendo ao pagamento da propina".

 

 

 

 

 

 

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