quarta-feira, 18 de Setembro de 2013 06:59h Atualizado em 18 de Setembro de 2013 às 07:04h. Luiz Felipe Enes

Morre Militar atropelado durante trabalho em uma blitz

Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e foi encaminhando ao Pronto Socorro e posteriormente conduzido ao Hospital Santa Mônica. Devido à complexidade do quadro clínico, não resistiu e teve morte cerebral na manhã de ontem.

O soldado da Polícia Militar atropelado na segunda-feira, durante uma blitz na rua Castro Alves, no bairro São José, teve morte cerebral ontem, após complicações no quadro clínico. Ele sofreu traumatismo craniano, fraturou a bacia entre outras escoriações, após ser desrespeitado por um condutor de um veículo que não obedeceu a ordem de parada e fugiu do local sem prestar socorro.
O Militar chegou a ser arrastado por aproximadamente 50 metros, sofrendo vários ferimentos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e levou o policial até o Pronto Socorro. Como o caso já era grave, Edgar Porfírio de Oliveira de Júnior de 29 anos, foi transferido para o Hospital Santa Mônica, onde foi internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) com politraumatismo, traumatismo crânio-encefálico ortopédico. Ele chegou a ser submetido a uma operação na mesma tarde do atropelamento.
A vítima permaneceu em coma induzido, respirando com a ajuda de aparelhos, e foi submetida a uma nova intervenção cirúrgica. Na manhã de ontem foi confirmado a morte encefálica do policial.
Nem o hospital, nem a Polícia Militar passaram muitas informações, mas de acordo com amigos, familiares cogitaram a possibilidade de doar os órgãos do militar, porém devido a prazos para a retirada, tal intervenção pode não ser realizada.
Ainda segundo informações de terceiros, os aparelhos que mantinham o restante dos órgãos funcionando deveriam ser desligados na noite de ontem.

 

FUGA E PRISÃO DOS ENVOLVIDOS


O principal suspeito de ter atropelado o PM, foi preso na tarde de segunda-feira, durante intensa procura dos Militares. Tiago Henrique Pereira Santos, de 24 anos, era o condutor do Fiat Strada que atropelou o soldado. O proprietário do veículo, Mike Laura Teixeira de 21 anos também foi preso.
O suspeito Tiago havia relatado a PM, horas mais tarde, que o carro teria sido roubado e ultrapassou uma blitz policial. Como seu testemunho caiu em contradição, a polícia decidiu averiguar a situação e acabou encontrando o veículo abandonado em uma estrada vicinal, próximo à comunidade de Trindade.
Após análises e patrulhamento, um dos suspeitos foi encontrado em Santo Antônio dos Campos (Ermida), e com base nas informações concedidas por ele, a polícia chegou ao segundo envolvido, e assim, ambos acabaram confessando o crime.


Outro fator agravante é que o dono do carro possui 17 passagens pela polícia, alguma delas por infrações e crimes no trânsito, ameaça e lesão corporal. Ele já cumpre pena no regime semi-aberto do presídio Floramar e estava considerado como foragido da justiça.
Tiago Henrique já possui uma passagem na polícia pelo crime de ameaça e foi preso em flagrante pelos crimes de tentativa de homicídio contra o Militar, omissão de socorro, infração de trânsito, desobediência e também denúncia falsa de crime, o que configura crimes graves.

 

AGRESSÃO EM 2012


No ano passado, durante uma ocorrência, ainda em andamento, na delegacia de Polícia de Divinópolis, Edgar chegou a ser agredido por um advogado de um detido, que atacou o Militar com uma mordida na orelha. Segundo relatos, dois suspeitos estavam presos, e houve um desentendimento entre o policial e o advogado.
O Militar chegou a pedir que o advogado se retirasse, entretanto, o advogado desacatou até mesmo outros policiais que estavam no local e também foi detido. Contudo, depois de estar algemado, o advogado de 60 anos mordeu e arrancou parte da orelha esquerda do soldado, que na época, fora levado ao Pronto Socorro para cuidados médicos.

 

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