sábado, 16 de Agosto de 2014 06:08h Atualizado em 16 de Agosto de 2014 às 06:26h. Carina Lelles

Mulher diz que inventou sequestro para “esticar a noite”

A comunicação do falso crime mobilizou as Polícias Federal, Militar e Civil de Divinópolis

Na manhã de ontem, Priscila Michalsky de Paulo Mascarenhas, de 31 anos, prestou depoimento na sede da Delegacia da Polícia Civil em Divinópolis. Ela disse que inventou o sequestro, com a ajuda de duas amigas, para “esticar a noite” sem que o marido soubesse.
De acordo com o delegado regional da Polícia Civil, Fernando Vilaça, a mulher não contou onde passou a noite e que ela irá responder por comunicação falsa de crime, assim como as duas amigas, Letícia Guimarães Silva César, de 32 anos, e Graziela Duarte Pereira, de 31 anos, que ajudaram na simulação do sequestro, também podem ser indiciadas.
Ainda de acordo com Vilaça, Priscila foi ouvida e liberada. Ela pode pegar de um a seis meses de prisão, pagar multa ou assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).  “Ela disse que inventou toda a história para estender a noite com as amigas sem que seu marido descobrisse.
Todo o caso começou na noite de quarta-feira (13), quando a mulher e as duas amigas estavam em um bar. Inicialmente, a mulher teria sido vista pela última vez às 23 horas daquele dia e depois teria sumido.
O carro de Priscila foi encontrado no fim da madrugada desta quinta-feira (14) na Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Divinópolis, sem as placas e com a chave na ignição.
Priscila é casada com o gerente da Caixa Econômica Federal (CEF) e, por este motivo, a Polícia Federal entrou no caso. Inicialmente a teoria era de que a mulher havia sido sequestrada e os bandidos poderiam exigir que o marido abrisse o cofre da agência em troca da segurança da esposa.
Enquanto peritos da Polícia Federal, auxiliados pelas Polícias Civil e Militar, faziam a perícia no carro em busca de impressões digitais ou alguma pista do paradeiro da suposta vítima, militares receberam a informação de que ela estaria em um sítio localizado em Marilândia.
De acordo com a Polícia Militar, ao ser encontrada, Priscila estava abalada e não falava “coisa com coisa”, disse apenas que foi rendida por dois homens armados que deram algo para ela beber e a levaram para o local. Por apresentar este quadro, a mulher foi levada para casa e ficou sob os cuidados dos familiares.

 

 

 

Fraude
Horas mais tarde, os militares entraram em contato com as amigas que estavam com Priscila na noite de quarta-feira e as duas entraram em contradição por diversas vezes, o que fez com que os investigadores desconfiassem da versão apresentada.
De acordo com a Polícia Militar, as três simularam a ocorrência e retiraram as placas do carro. Depois, as amigas levaram a mulher até Marilândia. No carro de uma delas foi encontrada a bolsa da “vítima”, além de jóias, cartão de crédito e documentos.

 

 

 

Crédito: Sistema MPA

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