quinta-feira, 14 de Julho de 2011 09:35h Natalia Santos/Flaviane Oliveira

Operação Candidés prevê fim do “carrapateiro”

Entidades intensificam busca de soluções para o ponto de usuários de drogas

No último mês a Gazeta do Oeste publicou uma reportagem especial falando sobre o tão comentado “Carrapateiro” em nossa cidade. Na publicação, o repórter André Bernardes relatou a situação dos frequentadores do local e abordou os fatores sociais que antecedem e precedem ao uso de drogas. Mais uma vez o assunto foi abordado durante a reunião da Associação Comunitária dos Assuntos de Segurança Pública (Acasp) realizada ontem (13), autoridades de Divinópolis apontaram as ações previstas para o principal ponto de usuários de drogas do município.

 

Nomeada como Operação Candidés, o conjunto de ações vem sendo discutido entre prefeitura, Polícia Civil, Polícia Militar, empresários e Ministério Público no grupo Aliança e Cidadania. De acordo com o prefeito Vladimir Azevedo, o executivo participa do projeto através da Secretaria de Desenvolvimento Social na busca de intervenções com a Secretaria do Estado. De outra forma, Vladimir destacou ainda a união entre questões social, urbanística e de Segurança Pública. “Este é um novo caminho e uma nova vida para aqueles que estão em uma situação indigna e de vulnerabilidade. Ao mesmo tempo criando uma relação de segurança para aqueles que ali transitam. Este é um planejamento criterioso e por questão estratégica e de necessidade a ação está sob sigilo das forças de segurança pública”, declarou o prefeito.

 

Sobre o assunto, o comandante da 7ª Região da Polícia Militar, coronel Eduardo Campos, afirmou que a Polícia Militar vem trabalhando no sentido de buscar formas de intervir na questão dos usuários de drogas em toda a cidade. Ele acrescentou que além dos órgãos públicos, várias casas de recuperação estão trabalhando com o mesmo objetivo.

 


“O Ministério Público, a Polícia Civil, prefeitura municipal, todos aqueles que compõem esse grupo estão trabalhando. Inclusive é bom destacar o apoio de casas de acolhimento aos usuários de drogas que hoje são consideradas dentro deste contexto, um problema de saúde e também requer políticas públicas”, prognosticou o coronel. Ele ainda frisou que o “Carrapateiro” é emblemático, sendo necessário trabalhar em momentos oportunos. Quando questionado sobre o sigilo da operação, coronel Eduardo explicou que uma forma geral o momento de se fazer algo no local será dentro das propostas definidas a serem realizadas no momento em que todos estiverem preparados.
 

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