quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014 04:24h Atualizado em 18 de Dezembro de 2014 às 04:30h. Israel Silveira

Operação da PM e PC apreende cerca de 200 pés de maconha e estoura laboratório de drogas em Nova Serrana

Uma operação da Polícia Civil de Nova Serrana, em parceria com a Polícia Militar e um destacamento da Rocca (operação com cães), localizou e destruiu uma plantação de maconha na manhã de ontem, no povoado de Moinhos, município de Leandro Ferreira

Aproximadamente 200 pés de maconha, a maioria com mais de dois metros, diversas drogas e armas foram apreendidas. No local, dois cultivadores, ligados a uma facção criminosa da cidade, também foram presos em flagrante.
De acordo com o delegado regional de Nova Serrana, Irineu José Coelho, a plantação e o laboratório pertenciam à quadrilha do traficante DG, morto recentemente em embate com a polícia. “Essa é a segunda parte da Operação Quinta, que tem por objetivo desmantelar a quadrilha do DG, que se estabeleceu e dominou o tráfico de drogas na região. Aqui (no local) também encontramos vasta documentação ligada à contabilidade do crime.”
A chácara utilizada para o plantio era alugada e na residência funcionavam duas estufas para o desenvolvimento das plantas que, posteriormente, iriam para o solo. Também foram apreendidos tubos de lança-perfume, pedras de crack, diversos aparelhos de celular e dezenas de chips, temporizadores digitais e analógicos usados para regular as lâmpadas das estufas, balanças de precisão, refletores, fitas e plástico filme usados para embalar a droga, uma réplica de pistola, um revólver calibre 38 e uma espingarda de grosso calibre.
Na chácara, escondida pela mata, em local de difícil acesso, havia também um veículo Toyota Corolla e uma motocicleta, comprados com o dinheiro do crime. Os veículos possuíam cartões de seguro.
Irineu acredita que todo o processamento da droga era feito no local. “Ao que tudo indica a droga era plantada, cultivada, desidratada, prensada e embalada para o comércio, tudo nesta localidade. A chácara já vinha sendo observada e quando nos certificamos do cultivo, deflagramos a operação. Pelo que conversei com os sitiantes próximos ao local, estes já desconfiavam que algo ilegal ocorresse no sítio vizinho, mas tinham receio de denunciar. O que vejo agora é alívio no rosto de cada um deles."

 

 

Destruídos
Os pés de maconha foram arrancados pelos policiais e levados para a delegacia para posteriormente serem incinerados. Demais materiais também foram apreendidos. Segundo o delegado, esta é a maior apreensão do ano e trará resultados que facilitarão investigações de outros casos. “Conseguimos aqui materiais suficientes que nos dará pista para localizarmos mais pessoas ligadas ao crime e provas irrefutáveis que condenaram outros tantos já presos.”
Ao todos estiveram empenhados na operação oito policiais civis, cinco policiais militares, quatro delegados de polícia, dois policiais acompanhados de cães farejadores e cinco viaturas.

 

Crédito: Israel Silveira / O Popular NS

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