sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2016 12:18h Atualizado em 5 de Fevereiro de 2016 às 12:24h.

Operação Pitbull: Polícia Civil apreende cerca de 180 quilos de cocaína na capital

Investigações apontam que grande parte dessa droga seria encaminhada para o Aglomerado da Serra

Policiais civis apreenderam, na noite de ontem (04), cerca de 180 quilos de cocaína na capital. Essa é a maior apreensão desse tipo de material, nas últimas décadas, realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais. De acordo com as investigações, que duraram cerca de quatro meses, essa droga seria vendida na capital durante o carnaval. As apurações também apontaram que grande parte dessa droga seria encaminhada para o Aglomerado da Serra, onde seria revendida.  Além da droga, foi apreendido um veículo Fiat/Pálio, duas pistolas calibre 9mm, uma pistola calibre 40 e cerca de R$ 5.000, em espécie.

 

 

Após intensificarem as investigações, policiais civis localizaram o imóvel onde a associação criminosa armazenava a substância entorpecente no bairro Bonsucesso. No local, foi preso Alexandre Freitas Beloni, 40 anos, vulgo ET, responsável pelo armazenamento e transporte da substância entorpecente comercializada pelos criminosos.  No local, também foram localizados aproximadamente 180 quilos de cocaína pura e três armas de fogo de grosso calibre pertencentes à associação criminosa.

 

 

O delegado Fernando Miranda explicou a importância dessa operação. “A cocaína apreendida tem alto teor de pureza e é conhecida como do tipo “escama de peixe”, sendo que cada quilo pode ser desdobrado em quantidades ainda maiores, com a adição de outros produtos químicos, antes de ser vendida aos usuários, gerando assim mais lucro para os traficantes”, afirmou. “Essa droga do jeito que está aqui daria um lucro de três milhões de reais aos criminosos. Se ela for vendida na boca de fumo em pinos, o valor de ganho pode chegar a 14 milhões de reais”, completou.

 

 

Durante a operação também foram presos outros dois integrantes da quadrilha. Washington Luiz Gomes de Souza, vulgo “Canela”, 31 anos, e Cirilo de Lima Ferreira, 48. Washington foi preso na residência dele, enquanto Cirilo foi preso na oficina mecânica onde trabalhava.

 

 

As investigações demonstraram que Washington era o líder da associação criminosa, responsável pelas negociações referentes à compra da droga com os fornecedores do Estado do Mato Grosso. Ele também era responsável pela logística, fazendo com que a droga chegasse a Minas Gerais, e fazia o contato com os traficantes locais, objetivando o fornecimento para os aglomerados da capital mineira.

 

 

Foi apurado ainda que Cirilo era o responsável por uma oficina mecânica onde os veículos oriundos do Mato Grosso descarregavam a substância entorpecente quando chegavam a Belo Horizonte.  Desta oficina,  a droga era transportada para o imóvel onde foi realizada a apreensão e lá era mantida em depósito até ser revendida. Este investigado possuía mandado de prisão em aberto.

 



Segundo as investigações, a associação criminosa fornecia cocaína para diversos aglomerados de Belo Horizonte e região metropolitana, entre eles o Aglomerado da Serra, destinatário de parte da cocaína e das armas de fogo apreendidas. As armas de fogo apreendidas são duas pistolas semiautomáticas da marca Glock, de fabricação austríaca, nos calibres 9mm, e uma pistola da marca Taurus, calibre 40. As armas foram modificadas para efetuar disparos em rajada e possuem carregadores com capacidade para 30 munições.

 

 

Os investigados foram autuados em flagrante delito pela prática dos crimes de tráfico de drogas (pena de cinco a 15 anos), associação para o tráfico (pena de três a 10 anos) e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito (pena de três a seis anos).

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