segunda-feira, 5 de Setembro de 2016 15:55h PCMG

Operação policial termina com prisão de quatro suspeitos por invadir casa e matar adolescente

Mais de 60 policiais civis, com o apoio da Corregedoria de Polícia, realizaram na última quarta-feira (31), operação para cumprimento de mandados de prisão contra integrantes de organização criminosa atuante no Aglomerado do Borel, Bairro Serra Verde, na capital. Quatro pessoas foram presas, entre elas um policial civil, pelo homicídio de Tiago Vieira dos Santos, de 17 anos, e pela tentativa de homicídio de outros três jovens, entre eles o líder da facção rival, um rapaz de 23 anos conhecido como Fumaça.

Além do policial, foram presos Wendel Narciso da Silva, de 22 anos, Simon Filipe Silva Diniz, de 24, e Gilson Alvarenga Gonçalves, de 54. A motivação para o crime, ocorrido no dia 13 de julho deste ano, foi um conflito existente entre dois grupos que agem na região: parte alta e parte baixa do Aglomerado do Borel. Os grupos disputam o domínio do tráfico de drogas no local.

Em razão desse crime, continuam foragidos Welder Leonardo de Oliveira Martins (conhecido como Pequeno), de 26 anos; Edmilson Soares da Cruz, de 24; e Rondineli Vieira Carvalho, de 29, considerado um dos líderes do grupo. Todos eles irão responder pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio, ambos qualificados. Uma cópia do procedimento será encaminhada à Corregedoria da Polícia para demais providências administrativas, no que tange a participação do policial no crime.

 

Dinâmica dos fatos

“No dia do crime, durante a madrugada, cerca de oito pessoas, fortemente armadas, com coletes e camisas da polícia civil, chegaram à casa onde estavam as vítimas. Eles já entraram atirando, sem se preocuparem com quem estava na residência”, contou o delegado Sérgio Paranhos, que coordenou as investigações. Ele ainda acrescentou que os suspeitos invadiram o imóvel anunciando serem policiais.
 

Conforme levantamentos, cerca de nove pessoas estavam na casa no momento da ação criminosa, entre elas mulheres e crianças. As quatro vítimas, alvos da ação criminosa, se juntaram em um quarto a fim de criar condições de fuga para os demais ocupantes do imóvel. O líder do grupo criminoso rival (“Fumaça”) ficou segurando a porta do cômodo em que estavam, impedindo assim a entrada dos suspeitos. Por esse motivo, ele foi atingido por diversos disparos de arma de fogo, gerando 29 perfurações em seu corpo. O jovem sobreviveu aos ferimentos. Os outros rapazes também foram atingidos pelos disparos, realizados por armas de diferentes calibres, sendo Tiago a única vítima fatal.
 

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