quarta-feira, 14 de Setembro de 2011 11:11h Natalia Santos

Órgãos de segurança desmentem novo golpe com ácido muriático

E-mail falso tem assustado moradores e principalmente motoristas

Vários e-mails circulam por aí, relatando sobre um golpe que supostamente vem sendo praticado nas capitais e que estaria sendo praticado também em Divinópolis e outras cidades do interior. Em apenas um dia a Gazeta do Oeste recebeu três comunicados sobre mais um novo golpe, o qual vem sendo realizado nas ruas da cidade e tem assustado muitos motoristas por aí. O caso se trata de adolescentes que em frente ao semáforo de trânsito ficam esperando os veículos pararem segurando uma flanelinha e um borrifador de água. No entanto diferente dos demais autônomos que começam a limpar o carro, estes chegam perto da janela e pedem dinheiro. Aqueles que se recusam a dar a quantia que pedem são atingidos pelo líquido do borrifador, o qual se trata de ácido muriático, que causa na pele humana queimaduras, podendo chegar a terceiro grau. Mesmo com as informações que recebemos, a assessoria de comunicação do 23º Batalhão da Polícia Militar e a Polícia Civil relatou não haver nenhuma ocorrência sobre esta natureza no município.

 

 

Os emails mais comuns recebidos por diversas pessoas contam que uma mulher dirigia na rua 07 de setembro, quando foi abordada por um menino “flanelinha”, segurando um borrifador de plástico e uma flanela nas mãos. A vítima contou que ao invés de já começar a limpar o vidro dianteiro, sem perguntar nada, como normalmente fazem, o adolescente veio tentar conversar e a mulher acenou dizendo que não tinha dinheiro com ela. O garoto começou a ficar nervoso e borrifou algum líquido no veículo. Ao estacionar o carro, no pátio da firma, percebeu que o vidro estava sujo, desgastado em algumas partes. Com isto chamou um profissional o qual constatou que o desgaste foi causado por um ácido, certamente ácido muriático, usado em residência para desentupir canalização.

 

O comunicado ainda ressaltou que as mulheres não são apenas as vítimas destes suspeitos, que adolescentes também agem contra homens, narrando mais um caso com um jovem chamado Guilherme. Várias pessoas relatam já estar sabendo de vários casos parecidos, sendo que em um deles, três policiais teriam sido atingidos pelo ácido ao tentar conter o grupo de adolescentes infratores.  A Gazeta do Oeste entrou em contato com o 23º Batalhão da Polícia Militar, a 1ª Regional da Polícia Civil e o Hospital são João de Deus – HSJD – para verificar a procedência dos fatos com Boletins de Ocorrências e entradas em hospitais. As informações recebidas constam que não foi registrado nenhum caso parecido, desmentindo assim o e-mail que circula na cidade. Nossa equipe realizou uma pesquisa e constatou que em outras cidades circulam o mesmo e-mail apenas com o nome das ruas alterados.

 

 

Capital

 

Em julho deste ano a reportagem do R7 também publicou uma matéria desmentindo o boato. Na capital, muitas pessoas receberam o mesmo e-mail que os divinopolitanos estão recebendo, mas com outro endereço. As palavras usadas são as mesmas e os mesmo personagens participam da narrativa. Na reportagem ao R7, Michel Weiller Neves consultou a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente (Deaij) que informou não ter nenhum registro policial desta natureza na capital.

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