quarta-feira, 27 de Maio de 2015 09:43h

Pai ameaça policiais militares de processo por “perturbá-lo” ao acompanhar filho apreendido

O pai de um adolescente de 14 anos, apreendido por assalto a mão armada, disse que irá processar os policiais militares que o chamaram para acompanhar a apreensão do filho

O homem disse que estava de folga e que os policiais o estavam perturbando.
O fato aconteceu em Cláudio quando a Polícia Militar (PM) apreendeu dois adolescentes, de 13 e 14 anos, suspeitos de assalto à mão armada. O mais velho foi apreendido pela quarta vez em dois meses.
De acordo com a PM, a dupla chegou armada em um estabelecimento comercial no bairro Valongo. O mais novo ficou na porta com uma garrucha e o mais velho pulou o balcão, armado com uma pistola, rendeu a vítima, a ameaçou de morte e roubou cerca de R$ 150 em dinheiro e doces.
Toda ação dos adolescentes foi acompanhada pelo circuito interno de câmeras de segurança. A PM foi acionada e, ao ver as imagens, os policiais militares identificaram os infratores, sendo iniciado rastreamento. Após algum tempo os adolescentes foram encontrados e apreendidos.
Após a apreensão, os pais dos adolescentes foram acionados para acompanhar os filhos até a delegacia. O pai do adolescente, de 14 anos, ameaçou os policiais com os dizeres: “é meu horário de folga, vou processar vocês por perturbação do sossego, pois já me perturbaram várias vezes para acompanhar meu filho na delegacia e isto não está certo não.”
Providências
O fato foi comunicado ao comandante da 139ª Cia de Cláudio, capitão Eisenhower, que classificou como lamentável um pai achar que tira férias das responsabilidades com os filhos menores. “Todos sabem que depois de ser pai, até que os filhos completam a maioridade, os pais ou responsáveis falam por estes e deverão, a luz do Estatuto da Criança e do Adolescente, não só acompanharem os filhos frente ao Delegado de Polícia quanto na presença do Ministério Público. Conforme Art. 107 e seguintes do Estatuto, os pais serão comunicados da apreensão e deverão acompanhar todas as fases do processo.”
O comandante não acolheu a queixa do genitor do menor face a ilegalidade da queixa improcedente e até certo ponto desqualificada. “Deveria agradecer os militares, que salvaram a vida de seu filho quando este foi cercado por matadores no centro da cidade de Cláudio. E não só a ação humanitária da Polícia Militar, ele deveria se esforçar e procurar tirar seu filho da criminalidade, pois já foi apreendido diversas vezes por crimes graves como tráfico de drogas, assalto, roubo, porte de arma e toda uma gama de atos infracionais.”

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