sexta-feira, 20 de Novembro de 2015 09:22h Atualizado em 20 de Novembro de 2015 às 09:26h. Jotha Lee

Passagens de nível são usadas para assaltos durante a passagens de trens

Falta de segurança voltou a ser criticada na sessão de ontem a Câmara

A falta de segurança em Divinópolis voltou a ser criticada na sessão de ontem da Câmara Municipal e o vereador Hilton de Aguiar (PMDB) expôs os riscos e perigos de quem reside às margens da linha férrea e de motoristas que são obrigados a parar nas passagens de nível durante a passagem das composições ferroviárias, quase sempre tracionadas por seis locomotivas e média de 99 vagões. A passagem desses comboios varia de 10 a 15 minutos e é nesse curto espaço de tempo que motoristas estão expostos à ação de ladrões que passaram a atacar nas passagens de nível. Há situação ainda mais grave, pois em várias ocasiões os comboios param exatamente sobre a passagem de nível, enquanto aguardam autorização para se locomover. Nessa situação, o tempo de espera dos motoristas pode chegar a mais de 20 minutos.
Segundo o vereador Hilton de Aguiar, os ladrões se aproximam dos carros parados enquanto aguardam a passagem das locomotivas e levam tudo que é possível, além de causar terror às pessoas que estão dentro dos veículos. “Isso acontece no Niterói, no Esplanada, no São José, por todos os lados”, afirmou o parlamentar. “Precisamos encontrar uma forma de pelo menos proibir que esses trens parem sobre as passagens de nível”, acrescentou.
As passagens de nível não são os únicos alvos dos marginais. Toda extensão da linha férrea na área urbana está servindo para a ação de ladrões. Muitas pessoas utilizam os trilhos para deslocamentos de curta distância e estão sendo assaltadas à luz do dia. É o caso da dona de casa Cecília Maria Alves, 38 anos, residente no bairro Ponte Funda. Há 15 dias, ela retornava para casa levando sacolas de uma compra feita em uma rede de supermercados que fica naquela região, quando foi atacada por cinco rapazes, três deles segundo ela, aparentando ser menores. “Eles levaram minha bolsa e as sacolas de compra. Fiquei paralisada por um bom tempo. Nem me dei ao trabalho de chamar a polícia, porque eles sumiram no meio do matagal”, conta.

 

 

TÊNIS
Há dois meses uma residência localizada no bairro Manoel Valinhas, também no bairro Ponte Funda, que fica às margens da linha férrea, foi arrombada e os ladrões levaram diversos eletrodomésticos, incluindo TV Led, 42 polegadas, forno microondas, ferro de passar, grill e até uma panela de pressão. A Polícia Militar esteve no local, mas ninguém foi preso. O arrombamento ocorreu no meio da tarde e os marginais, segundo dedução do morador, fugiram pelo matagal que cobre as margens da linha férrea.
Na semana passada, o estudante M.B.S, de 16 anos, foi vítima dos marginais ao passar pela ponte de ferro que liga o Centro ao Bairro Niterói. Os ladrões levaram um par de tênis, mochila, óculos e um celular. O garoto conta que ainda foi ameaçado pelos três assaltantes.
Para o vereador Nilmar Eustáquio (PP), a onda de assaltos na cidade precisa ser contida. Na sessão de ontem da Câmara, ele disse que somente essa semana diversas pessoas foram vítimas dos marginais. “Até nos pontos de ônibus as pessoas estão sendo assaltadas”, afirmou. Segundo ele, na região da Universidade Federal de São João Del Rei a situação é bastante grave. “Tem uma dupla numa moto vermelha infernizando a região da universidade”, disse. Para ele, a Polícia está trabalhando, mas cobra mais eficiência. “É necessário que a Polícia faça mais. Não há investigação para prender esses elementos, fica só no papel, na ocorrência policial e a população fica indefesa”, finalizou.


Créditos: Jotha Lee

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