sábado, 14 de Novembro de 2015 02:23h Atualizado em 14 de Novembro de 2015 às 02:27h.

Pastor Arlem é condenado por desvio de dinheiro

No fim da tarde de quinta-feira, o pastor Arlem Silva, de 40 anos, foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão por estelionato. O crime movimentou cerca de R$1,5 milhão e lesou cerca de 15 pessoas

Arlem está preso desde agosto e foi julgado ontem em uma audiência no Fórum de Divinópolis. A condenação é em regime fechado, mas o pastor aguardará em liberdade o recurso, por não ter antecedentes criminais e por ter se disponibilizado a ressarcir todas as vítimas.
O pastor, que era diretor da Organização Não Governamental (ONG) ‘Somos Amados’, desapareceu no dia 12 de junho, quando foi à Belo Horizonte resolver assuntos acerca do projeto. Arlem foi apresentado pela Polícia Civil, que até então, investigava o caso como desaparecimento, mas durante as investigações, descobriram que o pastor havia aplicado vários golpes em Divinópolis e estava morando com uma garota de programa na cidade de Corinto.
Investigação
A delegada Adriene Lopes foi quem conduziu as investigações, e informou que o projeto dirigido pelo pastor recebeu a doação de vários lotes, por meio de testamento deixado por uma senhora. Arlem, que era pastor da Igreja Petencostes Independente, vendeu os lotes, mesmo sem o inventário estar concluído. “Os lotes eram no bairro Jardim Betânia e também no bairro Planalto. Ele vendeu vários lotes, mas como o inventário não terminou, não se sabe quais lotes vão para o projeto. Assim que o inventário terminar, é que vai saber o que vai para o projeto, porque a delatora deixou no testamento 50% dos bens dela para o projeto ‘Somos Amados’ e 50% para as Obras Sociais Frederico Ozanan”, explicou.
Contas Bancárias
Segundo Adriene, durante as investigações, foi constatado que o pastor tinha cinco contas abertas em vários bancos, mas nenhuma possuía dinheiro. “No nome dele não tinha nenhum valor, apenas um pouco mais de R$50 em conta. As negociações foram em torno de R$ 1,5 milhão, mas, efetivamente, em dinheiro com ele depositado em conta particular foi em torno de R$ 900 mil”, detalha.
Quando foi preso, Arlem se limitou a dizer: “A verdade vai aparecer e esses fatos vão se resolver. Nada disso vai ser evidenciado”.

 

Créditos: Divulgação

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