segunda-feira, 30 de Julho de 2012 15:27h Gazeta do Oeste

Perícia busca causas da tragédia com bimotor em Juiz de Fora

Técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), do Rio de Janeiro, terminam hoje o recolhimento de destroços do avião que caiu na manhã de sábado a 200 metros da pista do Aeroporto Francisco Álvares de Assis, conhecido como aeroporto da Serrinha, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Os peritos permaneceram até as 22h de sábado no local, onde coletaram grande parte do material necessário para as investigações do acidente, incluindo a caixa-preta.

 

 

O material será usado para ajudar a determinar as causas do desastre aéreo que matou oito pessoas, entre elas o presidente da empresa Vilma Alimentos, Domingos Costa Neto, de 58 anos, e o filho, Gabriel Barreira Costa, de 14, além de piloto e copiloto da aeronave e quatro funcionários da empresa. Em Belo Horizonte e região metropolitana, ontem, as vítimas receberam as últimas homenagens em diferentes cemitérios. Em todas as cerimônias, a perplexidade diante da tragédia, que ocorreu na manhã de sábado.

 

O filho que nasceria, fins de semana que seriam dedicados à família e tantas outras histórias e planos interrompidos foram lembrados ontem por familiares e amigos dos mortos no acidente aéreo. Domingos Costa e o filho Gabriel, o vice-presidente de Vendas e Marketing, Cezar Roberto de Pinho Tavares, de 55, e a gerente de Controladoria, Lídia Colares de Souza Lima, de 31, receberam as últimas homenagens no cemitério e crematório Parque Renascer, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O corpo da gerente de Recursos Humanos, Adriana da Conceição Rocha Ezequiel Vilela, de 47, foi enterrado no Cemitério do Bonfim, no Bairro Bonfim, Região Noroeste de BH. 

 

Os corpos do piloto, Jair Barbosa, de 62, e do copiloto, Rodrigo Henrique Dias da Silva, de 35, foram sepultados no Bosque da Esperança, em Santa Luzia, também na região metropolitana. Já o enterro do analista de Geomarketing Tiago Felipe Cardoso Bretas, de 26, ocorreu no Parque da Colina, no Bairro Nova Cintra, na Região Oeste da capital.

 

 

Amiga de Domingos Costa há mais de 40 anos, a consultora empresarial Maria das Graças Murici, de 59, descreveu o filho do fundador da Vilma: “Uma pessoa honesta, suave e extremamente carinhosa. As coisas todas têm uma razão de ser, que não se encontra no nosso nível de conhecimento. Tenho certeza de que, neste momento, ele está acolhido por Deus”, disse. Para o presidente do Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (Ciemg), José Agostinho Silveira, Domingos era um exemplo de humildade e empreendedorismo. “Além de ser parceiro e amigo, geria uma empresa muito grande. Como pessoa, é insubstituível”, lamentou. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Contagem (Acic), Umberto Nogueira, também lamentou a perda do empreendedor. “O mundo empresarial carece de pessoas como Domingos. Sempre falo dos revolucionários e ele ousou dar continuidade ao trabalho da família.”

 

 

O Cruzeiro, clube do qual Domingos Costa era conselheiro, decretou luto de três dias em memória das vítimas do desastre aéreo. Ontem, antes do jogo contra o Palmeiras, no Estádio Independência, foi observado um minuto de silêncio. O governador Antonio Anastasia esteve no Parque Renascer para dar apoio às famílias, assim como a prefeita de Contagem Marília Campos, que deixou o local chorando. 

 

 

 

 

 

 

 

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