quarta-feira, 11 de Julho de 2012 09:14h Gazeta do Oeste

Pesquisa aponta crescimento de crimes em supermercados

Uma pesquisa da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG) mostrou que sete em cada dez supermercados de Belo Horizonte foram alvo de algum tipo de violência nos 12 meses anteriores ao levantamento.

Uma pesquisa da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG) mostrou que sete em cada dez supermercados de Belo Horizonte foram alvo de algum tipo de violência nos 12 meses anteriores ao levantamento. Nas entrevistas, feitas entre 31 de maio e 4 de junho, representantes de 68 dos 95 estabelecimentos questionados disseram já ter sido alvo de roubo ou furto. A maioria (83%) reclamou do aumento da criminalidade. A pesquisa aponta que a cada dez estabelecimentos sete são assaltados. Isso foi observado na amostragem da pesquisa, mas repercute como um todo", avaliou Érica Fonseca, superintendente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sincovaga).

 

Para o economista Ângelo Dias, que coordenou o estudo, o que mais chamou a atenção foi o fato de a maioria dos comerciantes ter sido vítima de assalto ou furto mais de uma vez.

 

Sem revelar números absolutos, a Polícia Militar confirmou que os índices de violência no setor cresceram. Segundo o coronel Rogério Andrade, do Comando de Policiamento da Capital (CPC), a elevação das ocorrências de 2010 para 2011 chegou a 40%. Nos cinco primeiros meses deste ano, disse ele, os índices caíram 8% na comparação com mesmo período do ano passado.

 

Quando questionados sobre de quem seria a responsabilidade por combater a criminalidade, 53,6% dos supermercadistas atribuíram a missão à Polícia Militar e 31,8% disseram que cabe ao governo agir.

 

Enquanto as ações não vêm, muitos donos de supermercados tentam se proteger como podem. Grande parte dos entrevistados (79,3%) disse que mudou os hábitos para tentar melhorar a segurança. Em 87,2% dos casos, os empresários disseram que gastam 20% do que faturam em proteção da loja. Quase 20% deles assumiram que passaram a contar com seguranças armados em suas lojas. "Ano passado, investi R$ 28 mil, mas não adiantou nada", disse Luiz Augusto Almeida, dono de um supermercado no bairro Nova Vista, na região Leste da capital. O local já foi assaltado seis vezes neste ano. A gerente da loja dele, Karine Buitrago, desenvolveu síndrome do pânico depois de passar por sete assaltos.

 

Mão de obra

 

Mortes. O presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de BH, José Paixão, disse que os assaltos dificultam na hora da contratação. Do ano passado para cá, dois seguranças da rede BH foram mortos em assaltos.

 

 

 

 

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