sexta-feira, 14 de Setembro de 2012 08:47h Gazeta do Oeste

PM é morto a tiros na Favela da Rocinha

Encurralado, ele foi atingido por um disparo no rosto. O tiro saiu pela cabeça. Diego não resistiu ao ferimento e morreu na hora. Um PM, que viu a cena, revidou contra o criminoso, que fugiu junto de comparsas.

Um policial militar morreu baleado durante patrulhamento na Favela da Rocinha, na Zona Sul, na noite desta quinta-feira. Diego Bruno Barbosa Henriques, de 25 anos, patrulhava a comunidade a pé com outros três militares quando foi surpreendido por um traficante no Beco 99, da Estrada da Gávea, em São Conrado, Zona Sul.

 

Encurralado, ele foi atingido por um disparo no rosto. O tiro saiu pela cabeça. Diego não resistiu ao ferimento e morreu na hora. Um PM, que viu a cena, revidou contra o criminoso, que fugiu junto de comparsas.

 

Diego ainda chegou a ser levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas já estava morto. No local do crime, a polícia encontrou dois carregadores de pistola 9 milímetros. O caso será investigado pela Divisão de Homicídios (DH). O policial era lotado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, estava a disposição do 23º BPM (Leblon) e atuava no policiamento da Rocinha.

 

De acordo com informações, Diego havia ingressado no curso da PM em novembro de 2011 e estava formado desde agosto. "Patrulhar a Rocinha a pé é uma covardia. Infelizmente estamos susjeitos a isto", comentou revoltado um policial que não quis se identificar.

 

O coordenador de Policiamento da Rocinha, major Edson Santos, confirmou que a UPP da Rocinha será inaugurada na próxima quinta-feira, às 10h. A unidade vai contar com 700 homens, que vão policiar uma comunidade com 100 mil habitantes.

 

Num site de relacionamentos, Diego Henriques demonstrava amor e adoração pela Polícia Militar do Rio. Numa foto ele aparece com uma arma de paint ball, onde fez o seguinte comentário: "Sou policial, eu posso!". Ele ainda tinha comunidades da PM e uma dela dizia a frase: "Eu nasci pra ser polícia!". Ele era noivo e apaixonado pelo time de coração, o Flamengo.

 

Este é o segundo caso no ano envolvendo morte de policiais na Rocinha. Em 4 de abril, o cabo Rodrigo Alves Cavalcante, de 33 anos, lotado no Batalhão de Choque, foi assassinado por traficantes na comunidade. Ele também patrulhava a Rocinha a pé. Outros dois irmãos do cabo - um PM e outro segurança- também já tinham sido mortos em confrontos distintos.

 

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