sexta-feira, 10 de Junho de 2016 14:54h Acasp

Polícia Civil aponta que 72% das vítimas de homicídio tinham envolvimento com crime

A delegacia de crimes contra a vida, coordenada pelo Dr. Marcos Henrique Montal’verne apresentou essa semana, durante a reunião da Acasp, o balanço dos homicídios ocorridos em Divinópolis

De acordo com o delegado, na maioria dos crimes as vítimas tinha envolvimento com o uso ou tráfico de drogas. “No levantamento da ficha criminal percebemos que em alguns casos a vítima era bem conhecida no meio policial e com comprovação de envolvimentos em roubos, além de ser integrante de uma quadrilha especializada em explosão de caixas eletrônicos”, acrescentou o delegado, Marcos Henrique.

 

A frente dos trabalhos periciais desde janeiro de 2016 e em busca por provas e indícios para a resolução dos crimes, o delegado tem contado com informações importantes repassadas através de denúncias, que ajudam a elucidar e desvendar os crimes. A estatística comprova tal fato, já que até o momento dos 18 assassinatos, 13 deles já foram identificados a autoria, o que representa 61% dos casos. “A Polícia Civil tem trabalhado incansavelmente e deparamos com impasses. Temos o mandado de prisão do autor assinado, mas a justiça pode indeferir o pedido. Isso aconteceu no caso da mãe que envenenou a própria filha”, explicou o delegado, Marcos Henrique.

 

O crime pelo envenenamento, o rapaz morto por engano após uma briga em um bar no bairro Interlagos e o assassinato da mulher na ponte do Bairro Niterói são os homicídios que chamaram a atenção da polícia. “Os três crimes geraram um comoção popular por se tratar de pessoas inocentes que perderam a vida de forma tão brutal. Essa semana fizemos a reconstituição do crime do caso do Bairro Niterói. Cada detalhe levantado durante a reprodução simulada em conjunto com os depoimentos das testemunhas serão analisados para chegar ao autor. É um trabalho minucioso e que demanda tempo”, esclareceu o delegado.

 

Hoje a delegacia enfrenta algumas dificuldades que atrasam a conclusão dos processos criminais. Com a transferência de dois delegados, os profissionais precisam acumular função para atender a demanda. O desafio fica ainda maior com a com a redução do efetivo, já que o número de investigadores não é suficiente e a defasagem pode aumentar com a previsão, para este ano, de aposentadorias de alguns escrivães. A expectativa é que com a nomeação dos novos investigadores, prevista para o segundo semestre, a situação seja amenizada.

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