quinta-feira, 26 de Maio de 2016 11:40h Atualizado em 26 de Maio de 2016 às 11:46h. Pollyanna Martins

Polícia Civil apresenta um dos maiores criminosos da região Centro-Oeste

Felício Salema de Souza Filho tem passagens por tentativa de homicídio, roubo, extorsão mediante sequestro, associação criminosa, estelionato

A Polícia Civil apresentou ontem (25) um dos maiores criminosos da região Centro-Oeste. Felício Salema de Souza Filho, de 46 anos, já foi um dos maiores bandidos de Belo Horizonte na década de 90, e após um período sem praticar crimes, o criminoso voltou a atuar em meados de 2012, em Itaúna, Divinópolis e Pará de Minas. O suspeito estava foragido desde outubro do ano passado e é suspeito de furtos em comércios e cartórios de Itaúna. De acordo com o delegado, Weslley Amaral, as investigações sobre o caso começaram abril de 2015, quando três cartórios, uma joalheria e outro estabelecimento comercial foram furtados da mesma forma.

 

 

 


As investigações duraram mais de quatro meses e apontaram pelo menos quatro envolvidos, sendo que Felício Salema era o único que encontrava-se foragido da justiça. Segundo o delegado, o criminoso analisava o local onde iria cometer o crime, e caso houvesse um imóvel vago ao lado do alvo, o suspeito ia até a imobiliária, pegava a chave, tirava uma cópia e durante a noite, entreva no local e fazia um buraco na parede para ter acesso ao estabelecimento. “Os alvos dele eram lotéricas, joalherias, lojas de celulares. Só nesse caso, foram furtados três cartórios, uma loja de celulares e outra empresa. Durante a madrugada, ele entra no imóvel vazio, com uma marreta, quebra a parede e tem acesso ao estabelecimento”, detalha.

 

 

 


De acordo com Amaral, o suspeito já cumpriu pena por outros crimes e tem passagens por tentativa de homicídio, roubo, extorsão mediante sequestro, associação criminosa, estelionato, falsidade material, falsidade ideológica, furto e receptação. Como é especialista em falsidade ideológica, o suspeito tem facilidade em ficar foragido da polícia. “Logo quando o mandado de prisão dele saiu, em outubro do ano passado, ele foi para Pará de Minas e ficou foragido lá por um tempo, como ele é especialista em falsificação de documentos, ele passou em branco”, informa.

 

 

 


Conforme o delegado, no último final de semana de março, o suspeito entrou em um banco em Itaúna, e no mesmo modo operante, furtou mais de R$ 200 mil. Segundo Amaral, Felício entrou pelo teto do banco, quebrou a parede, e com um maçarico, fez um corte no local onde o cofre da agência estava. “Passadas duas semanas, um investigador foi a outro banco sacar dinheiro e encontrou com ele [o suspeito] e o filho dele, com várias gominhas de dinheiro, mas na ocasião, ele e o filho conseguiram fugir”, conta.

 

 

 

 


PRISÃO
Segundo o delegado, há cerca de três semanas, o suspeito foi baleado pelo filho durante uma discussão. O delegado contou que o jovem, de 24 anos, disparou três vezes contra o pai, e Felício foi atingido no braço e de raspão na cabeça. Após os disparos, o suspeito foi encaminhado para o Hospital João XVIII, em Belo Horizonte, onde foi preso, e após a alta, foi levado para Itaúna. “Quando uma pessoa é vítima de tentativa de homicídio, o próprio hospital aciona a Polícia, então, quando puxaram a ficha dele, viram o mandado de prisão em aberto e ele foi preso”, relata.
O filho de Felício não foi preso pela tentativa de homicídio ao pai. O delegado informou ainda que o jovem é suspeito de ter praticado furtos, no mesmo modo operante do pai, em Divinópolis, no ano passado. De acordo com Amaral, duas lotéricas em Divinópolis tiveram suas paredes quebradas para que os criminosos tivessem acesso. “Em um desses assaltos, o filho dele deixou sua carteira de identidade cair no local do crime. Em outra ocasião, eles iam cometer o crime, mas a Polícia Militar chegou e o abordou, então, como eles não tinham quebrado a parede ainda, eles foram liberados”.

 

 

 


SUSPEITO
Muito frio, o suspeito alegou que era inocente e não sabia o motivo de estar preso. Felício disse ainda que foi preso em casa. “Por enquanto eu não estou sabendo de nada, eu nem sei o que eu estou fazendo aqui, agora. Eu fui preso sob um mandado de prisão”, alega. O criminoso disse ainda que não tinha envolvimento com nenhum crime, e que trabalhava com representações. “Eu trabalho com representações. Eu já cometi crimes no passado, e eu fui preso por mandado de prisão. Pela acusação, é um crime de outubro ou novembro do ano passado, e eu não cometi, eu sou inocente. Eu vou provar a minha inocência do mesmo jeito que eles vão provar que eu sou culpado. Eu estou com a minha consciência tranquila”.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.