segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015 11:20h Atualizado em 14 de Dezembro de 2015 às 11:23h.

Polícia Civil deflagra “Operação Porto Seco

Prejuízos provocados pela quadrilha são estimados em mais de R$ 6 milhões

A Delegacia Regional de Pirapora, no Norte de Minas, deflagrou entre os dias 3 e 4 de dezembro a “Operação Porto Seco”, com o objetivo de reprimir o desvio de cargas de grãos no Terminal Integrador (TI) de Pirapora, gerenciado por uma empresa de logística especializada em operações que integram ferrovias, portos e terminais. Ao todo, oito pessoas que integravam o esquema criminoso foram presas pela Polícia Civil.

Após 18 meses de investigações, e diante de grande coleta de provas, a ação policial culminou no cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e na apreensão de uma caminhonete, marca Toyota/ Hillux, um automóvel, marca GM/Cruze LTZ, um Fiat/Uno e um cavalo trator, marca Volvo. Ainda foi decretado o afastamento do sigilo fiscal e financeiro dos integrantes da organização criminosa, bem como o sequestro de possíveis valores em contas bancárias.

A organização criminosa atuava obtendo notas fiscais falsas de grãos, através de um contador comparsa e em seguida aliciava caminhoneiros com carga para descarregar no Porto Seco de Pirapora. Funcionários da empresa vítima (porteiros, balanceiros, seguranças, entre outros), integrantes da quadrilha, permitiam a entrada da nota fiscal e a pesagem do caminhão sem a efetiva entrega da carga. Assim, o material era novamente vendido em empresas do ramo sediadas nas cidades de Uberlândia e Paracatu.

Além do desvio de cargas de grãos, o grupo é acusado de lavar o dinheiro do crime em atividades empresariais, eventos promocionais, shows musicais, aquisição de bens patrimoniais, entre outros.

"A empresa vítima estima que desde o início do esquema criminoso, há cerca de três anos, cerca de 200 cargas tenham sido desviadas, acumulando um prejuízo de aproximadamente R$ 6 milhões", explicou o responsável pelo inquérito, delegado Jefferson Leal.

Foram presos no decorrer da operação Edilene Anacleto Costa, 37 anos; Alessandro Sidney Costa, 40 anos; Fabio Soares da Costa, 30 anos; Jadmar Costa, 48 anos; Luciano Domingos da Silva, 45 anos; Kleber Vieira Lacerda, 37 anos; Ricardo da Conceição Costa, 36 anos e Roberto da Conceição Costa, 27 anos. Ainda estão foragidos Alexander Giovanni Vieira e Antonio Alves da Silva.

“Reis do Camarote”

Popularmente, a operação foi denominada de "Reis do Camarote", já que os líderes do esquema, agora presos, eram assim reconhecidos na cidade e região em virtude dos eventos que realizavam no intuito de promover a lavagem de capital.

A ação policial contou com o apoio do delegado regional Jurandir Rodrigues César Filho, que reafirmou o seu compromisso de intensificar as ações de combate à violência e à criminalidade em Pirapora e região. “Estamos investigando e levando à Justiça todos aqueles que direta ou indiretamente também estão envolvidos com o crime organizado", disse.

A operação contou com a participação de 13 policiais civis e cinco viaturas.

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