quinta-feira, 4 de Setembro de 2014 05:02h

Policia Civil divulga resultado de exames realizados em ossadas encontradas em Pará de Minas

A Polícia Civil apresentou o resultado dos exames antropológicos realizados em duas ossadas encontradas nos últimos três meses em Pará de Minas

O objetivo da divulgação é tentar, através das características das vítimas, que elas sejam identificadas. Nos dois casos nenhum documento de identificação foi encontrado junto aos restos mortais e por isso a polícia não pôde concluir os inquéritos.

A primeira ossada encontrada foi no dia 2 de maio, no distrito de Carioca, quando um retireiro encontrou uma ossada completa. O chefe da Delegacia de Homicídios de Pará de Minas, Francis Diniz Guerra, conta os detalhes do resultado obtido no IML. “Pelas características é um indivíduo de cerca de 35 anos, do sexo masculino, de cor branca e ele foi morto há pelo menos três anos, mas a causa morte não foi detectada. Já foi acionada a delegacia de desaparecidos que tem um banco de dados nacional e quem tiver algum parente com estas características desaparecido deve nos procurar para fazermos um exame comparativo de DNA”, esclarece.


Já o outro registro foi na comunidade de Barro Preto, no dia 21 de julho, quando homens acharam um crânio enquanto tentavam apagar um incêndio em uma vegetação. De acordo com o delegado, o perito informou que o crânio pertence a um indivíduo do sexo masculino, com idade por volta de 14 anos, estatura de 1,60 cm, de cor morena. “A causa morte foi disparo de arma de fogo, foram encontrados três perfurações no crânio. Foi uma morte aparentemente recente. No local encontramos roupas e chinelos que seriam da vítima. Se algum parente reconhecer, deve procurar a delegacia.”


Diante dos exames realizados, Francis descarta qualquer hipótese do resto mortal pertencer a Fábio Magela da Silva, desaparecido no princípio deste ano. “Ainda estamos com o caso pendente e os restos mortais encontrados definitivamente não são dele. O primeiro, pela idade e pelo tempo de morte e o segundo, pelos mesmos motivos.”


Quem souber detalhes que possam ajudar na identificação das vítimas deve telefonar para o Disque-Denúncia 181. A ligação é anônima.

Crédito: Luiz Silva

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