terça-feira, 12 de Janeiro de 2016 11:19h Atualizado em 12 de Janeiro de 2016 às 11:41h.

Polícia Civil esclarece caso de homem morto dentro de hospital em Belo Horizonte

Foram expedidos mandados de prisão contra os suspeitos de participação no crime, que continuam foragidos

A execução de um homem de 29 anos, dentro em um hospital na região de Venda Nova, foi desvendada pela equipe de policiais civis do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Jackson Douglas Santos Ferreira foi alvo de cinco disparos de arma de fogo, na madrugada do dia 1º de agosto do ano passado.

Cinco dias antes do crime, Jackson já tinha sido vítima de uma tentativa de homicídio pelo mesmo grupo que o executou. Na ação criminosa, Pablo Ernandes Ferreira da Costa, também alvo dos disparos efetuados pelos suspeitos, foi assassinado. O fato ocorreu em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Investigações apontam que Rafael Batista Silva; Daniel Batista Silva; Saulo Gonçalves Rodrigues; Fabiano de Jesus; e Romulo Moreno Bandeira estão envolvidos no duplo homicídio. A motivação para o crime seria um desacerto comercial relacionado à venda de drogas.

Foram expedidos mandados de prisão contra os investigados, que continuam foragidos. Qualquer informação sobre a localização dos suspeitos pode ser feita de forma anônima pelo Disque Denúncia, 181. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada em Homicídios de Ribeirão das Neves.

 



Dinâmica do crime

De acordo com o delegado Eduardo Hilbert, que coordenou as investigações, as vítimas Pablo e Jackson haviam alugado um ponto de venda de drogas de Valdeir Silva Alves (conhecido como Tisão), líder do grupo que os investigados integravam.

A morte de Tisão, executado a tiros no bairro Novo Boa Vista, em Contagem, gerou desconfiança nos investigados, que suspeitavam da participação de Pablo e Jackson no crime. Em virtude dessa desconfiança, as vítimas passaram a ser perseguidas e ameaçadas pelo grupo de Valdeir.

No dia do crime, os investigados, que conduziam um carro branco, se aproximaram do veículo em que as vítimas estavam. Em uma ação rápida, dois dos ocupantes desembarcaram então do automóvel e dispararam aproximadamente 14 vezes contra o carro das vítimas. Além dos alvos visados, estavam no veículo a mulher e os dois filhos de Jackson.

Um dos ocupantes do veículo, um menino de oito anos, foi atingido no pé esquerdo, sendo atendido e liberado no mesmo dia. Pablo Ernandes não resistiu aos ferimentos e morreu no local dos fatos. A vítima Jackson Douglas, foi socorrida e encaminhada para o hospital, onde permaneceu internada até a sua execução.

O delegado Eduardo Hilbert ressalta que o investigado Romulo Moreno, integrante do grupo, não teve participação no homicídio de Jackson, visto que havia sido preso em flagrante dois dias antes pelo crime de roubo, ocasião em que portava uma pistola calibre 45, de uso restrito.

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