sábado, 27 de Agosto de 2016 11:00h Atualizado em 27 de Agosto de 2016 às 10:27h. Carina Lelles

Polícia Civil forma quase mil novos investigadores

Pela primeira vez, os aspirantes, todos graduados em ensino superior, já ingressam na corporação nomeados como policiais civis

Nesta quinta-feira, a Polícia Civil de Minas Gerais formou 945 novos investigadores. A solenidade de formatura aconteceu na Academia de Polícia Civil de Minas Gerais (Acadepol), em Belo Horizonte. Patrono dos formandos, o governador Fernando Pimentel, durante a solenidade, foi agraciado com o troféu “O Tira”, a maior honraria concedida pela instituição.

A homenagem é resultado do apoio e do compromisso assumido por Pimentel de levar à frente demandas e temas relacionados à segurança pública e à instituição. “Nós queremos uma Polícia Civil bem equipada, bem treinada, bem formada, com boa carreira, bem remunerada e motivada para fazer aquilo que a população quer e merece. E não faltará a vocês o apoio do nosso governo”, afirmou.
Pimentel ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pela Polícia Civil para garantir a segurança pública da população mineira. “A segurança, hoje, é uma das maiores reivindicações da nossa população. Em todas as regiões, é unânime o desejo por uma segurança pública de qualidade. Sabedor dessa reivindicação, fico muito feliz por ver essa turma de quase mil investigadores e investigadoras muito bem formados, muito bem capacitados e motivados para essa nova missão que começa hoje”, afirmou.

Fernando Pimentel destacou a trajetória percorrida pelos investigadores. “Vocês passaram primeiro por um concurso público muito concorrido e muito difícil. Depois, vieram para um curso de formação muito exigente. Quem conhece a Acadepol sabe o nível de exigência que existe. Vocês sabem que a missão do policial é uma das mais nobres do serviço público”, salientou o governador, que se disse muito honrado por ter sido escolhido patrono das turmas. “Essa é uma honra para qualquer homem público, mas especialmente num quadro de dificuldades financeiras como estamos vivendo. Significa que a turma entendeu bem os limites estreitos da ação governamental nesse momento de dificuldade e reconheceu o esforço que estamos fazendo para valorizar a Polícia Civil”, finalizou.

 

DISTRIBUIÇÃO

 

Os 945 novos investigadores das 33 turmas formadas serão distribuídos por todo o estado de acordo com critérios técnicos e objetivos, que compreendem: a nota classificatória do concurso e a análise da demanda de novos policiais em cada região.
A designação, segundo o Delegado Regional da 1ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Divinópolis, Leonardo Pio, ocorrerá no dia 6 de setembro. Para a Regional, após estudos, foram solicitados 53 investigadores. “Estamos na expectativa para saber quantos virão para a Regional”, ressalta.

A previsão legislativa, os índices de criminalidade e violência, bem como o tamanho da população, serão critérios adotados para a distribuição dos novos investigadores. Pela primeira vez, os aspirantes, todos graduados em ensino superior, já ingressam na Polícia Civil nomeados como policiais civis.

O chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado geral João Octacílio Silva Neto, agradeceu o governador pelo apoio prestado à instituição. “Destaco que é o maior número de investigadores de polícia que, em só um curso, ocupou a Acadepol em toda a sua existência. E a Academia de Polícia é, por assim dizer, o encontro entre o que somos e o que vamos ser enquanto profissionais da instituição. Posso dizer, com certeza, sobre o esforço de todos os envolvidos nesse curso de formação técnica profissional, que tem como foco formar policiais conscientes do seu papel de promotores dos direitos humanos e da cidadania com conhecimento sobre o crime e a criminalidade”, disse.

A oradora da turma, Elisângela Damasceno Ramos de Souza, ressaltou o privilégio de ser policial civil de Minas Gerais. “Aprendemos aqui que ser policial, acima de tudo, é ter disposição para servir as pessoas com humildade, profissionalismo e absoluto respeito à dignidade humana. Somos privilegiados por sermos policiais civis do estado de Minas Gerais, hoje nossa terra. Por isso, contem conosco para que esse estado seja o melhor lugar para se viver, porque fomos preparados durante esses seis meses para salvaguardar o Estado Democrático de Direito”, discursou.

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