segunda-feira, 21 de Março de 2016 13:27h Polícia Civil

Polícia Civil indicia investigados em execução de advogado criminalista

Uma facção criminosa composta por membros de duas famílias está sendo apontada pela Polícia Civil de Minas Gerais como responsável pelo homicídio do advogado criminalista Jayme Eulálio de Oliveira, de 37 anos

Em razão desse crime, seis pessoas foram indiciadas, sendo cumpridos mandados de prisão contra dois investigados: Gilmar Miranda Correia, de 24 anos, apontado como um dos mandantes do crime, e Warley Miranda de Oliveira (Bebê), de 30, indiciado como executor da ação.

São considerados foragidos Luiz Henrique Nascimento Vale (Totó), de 32 anos, e Douglas Miranda Martins (Bula), de 30, também indiciados como mandantes; David Rafael de Oliveira (Baias), de 29, que irá responder como executor e Elaine Cardoso Silva, de 26 anos, (esposa de Douglas), investigada como partícipe do crime.

Jayme foi executado quando chegava em casa, no bairro Castelo, na noite do dia 22 de outubro de 2013. Ele foi vítima de vários disparos de arma de fogo, sendo encontradas no local 18 cápsulas de fuzil 5.56 mm e 15 de pistola calibre 40.

 

 



Retaliação

De acordo com o delegado Rodrigo Bossi, que coordenou as investigações, inicialmente, foram consideradas várias linhas de investigação, mas chegou-se à conclusão de que o crime teve como motivação o assalto a um posto de gasolina, ocorrido no dia 10 de junho de 2013, em Ribeirão das Neves. Na ocasião, o grupo criminoso (responsável pela execução de Jayme) teria roubado R$ 300 mil reais do estabelecimento, além de uma arma. A polícia apurou, ainda, que o grupo contou com a ajuda de uma amante de Douglas. Debora Bruna Sorrentino Arcanjo era estagiária do posto e teria fornecido informações sobre horários e valores que a empresa dispunha naquele momento.

Jayme, que era advogado de vários integrantes do grupo criminoso, chegou a negociar o valor de R$ 100 mil reais para evitar a prisão dos envolvidos no crime. No entanto, tal acordo serviu apenas como embuste para conseguir o dinheiro.

 

 



O caso foi investigado pela Polícia Civil e resultou na prisão dos envolvidos no crime, além da apreensão de diversos bens adquiridos com o dinheiro do assalto. Por essa razão, Eliane foi presa por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Douglas e Warley também foram presos.

Como não evitou a prisão dos clientes, Eliane, liberada dias depois, passou a fazer diversas ameaças contra Jayme para que ele devolvesse o dinheiro pago pela quadrilha. A vítima não teria temido a cobrança por acreditar estar protegido por Luiz Henrique.

 

 



No entanto, por meio de carta, Douglas ordena a execução da vítima: “Pode marcar gol no JJ”. Por também ocuparem função de liderança no grupo, a polícia acredita que Luiz Henrique e Gilmar estejam envolvidos no mando do crime.

Conforme o delegado Rodrigo Bossi, todos os indiciados no homicídio de Jayme respondem na justiça a um processo referente ao crime de associação para o tráfico.

 

 



Balística

No dia 16 de fevereiro de 2014, Elisângela Tavares, de 39 anos, foi assassinada com um tiro na testa, no bairro Providência, ao tentar proteger o filho. Após denúncia anônima, a polícia apurou que os responsáveis pelo crime seriam integrantes do grupo criminoso responsável também pela morte de Jayme. Os alvos do homicídio eram rivais da facção, no entanto, a ação acabou vitimando a mãe do adversário.

Em abril, durante ação policial, a arma utilizada no homicídio de Elisângela é apreendida em posse de integrantes da gangue. Por meio de exame de balística, a polícia consegue comprovar que a pistola apreendida seria a mesma utilizada na execução de Jayme.

O chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Luiz Flávio Cortat, salienta “os constantes avanços da Polícia Civil na junção tecnológica disponível no que tange a perícia (exame balístico) e a busca de indícios subjetivos obtidos por meio de investigação de campo”.

 

 



Fotos: Divulgação PCMG

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