segunda-feira, 10 de Agosto de 2015 11:29h Polícia Civil

Polícia Civil indicia três pessoas por furto e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Cibernéticos (DICC)

A Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Cibernéticos (DICC), concluiu, na última quinta-feira (6), o inquérito que investigava fraudes cometidas contra empresa de terraplanagem, com prejuízo avaliado em mais de R$ 800 mil para os proprietários.

Foram indiciados por furto qualificado e lavagem de dinheiro Fillipi Morais de Carvalho Correa e Cláudia Alves de Oliveira. José Antônio Correa, pai de Fillipi, também foi indiciado por lavagem de dinheiro, por ter auxiliado o filho a ocultar a propriedade de um veículo.

A investigação teve início em outubro de 2014, quando os administradores da empresa suspeitaram de valores irregulares emitidos por boletos eletrônicos. A polícia descobriu que, desde 2013, Cláudia, ex-funcionária da empresa, transferia para sua conta corrente, por meio dos boletos falsos, valores que chegavam a mais de R$ 250 mil.

As investigações apontaram também que Cláudia transferia parte do dinheiro para seu marido, Fillipi Morais. Com o dinheiro furtado, o casal quitou dívidas de cartões de crédito e comprou um veículo Honda Fit por R$ 70 mil. Para não gerar suspeitas, eles solicitaram ao pai de Fillipi, José Antônio Correa, que se passasse por dono do veículo.

A análise realizada pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil concluiu que, no total, Cláudia teria furtado R$ 844.663,62 com o golpe. A soma era quitada como títulos de cobrança falsificados pela ex-funcionária. 

Ao analisar os boletos falsos, o delegado responsável pela investigação, César Duarte Matoso, solicitou à Justiça a quebra do sigilo bancário do casal e confirmou as transações ilícitas. O automóvel também foi apreendido.

De acordo com César Matoso, o fato de Cláudia ter trabalhado no setor de pagamentos da empresa e contar com a confiança dos administradores contribuiu para que o golpe não fosse descoberto logo de início. “Ela tinha profundo conhecimento do sistema de pagamentos da empresa e tinha habilidade para induzir os outros empregados ao erro”, disse.

O inquérito foi concluído e será encaminhado à Justiça nesta segunda-feira (10).

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.