quarta-feira, 30 de Março de 2016 11:27h Atualizado em 30 de Março de 2016 às 11:29h. Polícia Civil

Polícia Civil prende supervisor pedagógico suspeito de estuprar crianças com deficiência

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu Paulo César de Sales, 29 anos, supervisor pedagógico de uma escola para deficientes visuais na região Central de Belo Horizonte

Ele é suspeito de abusar sexualmente de crianças com deficiência, na faixa etária de 11 a 16 anos, na instituição onde trabalhava. O mandado de prisão temporária de 30 dias contra o suspeito foi cumprido nessa segunda-feira (29).

De acordo com as investigações, Paulo abordava as vítimas com balas e doces e auxiliava as mesmas a enxugarem seus corpos, após atividades na piscina. Segundo a delegada Thaís Degani, responsável pelas investigações, as vítimas disseram que o suspeito tinha o costume de passar a mão em seus corpos, beijar seus rostos, bem como pedir para elas sentarem em seu colo. “O investigado chegou a masturbar, por diversas vezes, uma das vítimas, bem como solicitou que a mesma o masturbasse”, informou Degani.

 

 

Ainda segundo a delegada, em outra ocasião, Paulo chamou outra vítima para uma sala, fechou a porta e pediu para o menor tirar o pênis para fora que iria medir o tamanho do seu órgão genital. O suspeito já foi condenado pelo mesmo crime, em processo remetido à 4ª Vara Criminal de Contagem, bem como pelo delito previsto no artigo 241-B da Lei 8069/90.

O investigado ainda responde a inquérito perante a 2ª Vara Criminal de Contagem. Neste ano, as investigações tiveram início no dia 25 de fevereiro, quando as famílias das vítimas procuram a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Agora, Paulo irá responder pelo artigo 217-A do Código Pena, que prevê pena de oito a 15 anos de prisão.

 

 

Paulo nega todos os crimes e afirma ser um bom profissional. Embora, como apontam as investigações, não tenha sido efetivada a peneiração em nenhum dos abusos a ação libidinosa praticada ainda configura o estupro a vulnerável. As investigações continuam e a Polícia Civil acredita que possam surgir novas vítimas.

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