sexta-feira, 16 de Setembro de 2016 10:09h PCMG

Polícia Civil realiza operação de combate à fraude de combustíveis em Montes Claros

A Polícia Civil realizou nesta quinta-feira (15) a operação “Tolerância Zero”, que apura fraude na compra de combustíveis pela prefeitura de Montes Claros. A ação culminou na prisão preventiva do secretário municipal de Meio Ambiente, Leonardo Andrade, e do diretor da empresa municipal Esurbe, Cristiano Dias Junior.  O prefeito afastado, Ruy Muniz, também investigado pela operação, continua foragido.

Conforme explicou a delegada responsável pelo inquérito, Karen de Paula Lopes, as investigações apuram, desde 2013, desvio de recursos públicos municipais com a utilização de contratos de fornecimento de combustível. “A partir de um relatório emitido pela Secretaria Municipal de Fazenda, dando conta de indícios da fraude, passamos a apurar o envolvimento de empresas e agentes públicos no esquema”, informou a delegada.

Em relação à Esurbe, a Polícia Civil produziu um laudo apontando o fornecimento de combustíveis públicos para empresas particulares. “O contrato do fornecimento atesta, expressamente, que essa despesa deve ser da empresa contratada”, ressaltou Karen.

Ainda de acordo com a delegada, os agentes públicos envolvidos determinavam a contratação das empresas investigadas e as favoreciam, possibilitando a consecução dos desvios. A partir dos mandados de busca e apreensão, cumpridos hoje em cerca de dez locais, incluindo as residências do prefeito afastado, de Cristiano e Leonardo, além de proprietários de postos de combustíveis, foi possível recolher documentos contendo indícios dos crimes. 

Além de Ruy Muniz, seu filho, Ruy Gabriel Queiroz Borges Muniz, também se encontra com mandado de prisão em aberto e a Polícia Civil já solicitou apoio à Polícia Federal no Distrito Federal para cumprimento da prisão.

Karen observa que o prazo para cumprimentos de mandados de prisão preventiva antes das eleições é 15 dias antes do pleito, de acordo com artigo 236, parágrafo 1º, do Código Eleitoral. “Sendo que neste caso o mandado de prisão não poderá ser cumprido após o próximo sábado (17), em razão da legislação eleitoral, momento em que o investigado poderá se apresentar espontaneamente à polícia”, concluiu.

 

 

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