sexta-feira, 17 de Junho de 2016 13:52h Polícia Civil de Minas Gerais

Polícia Civil realiza reconstituição de latrocínio e apresenta resultado de operação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nesta quinta-feira (16), a reconstituição do latrocínio que vitimou Antônio Cássio de Almeida Tofani, 35 anos, proprietário de uma casa lotérica no bairro Providência, na região Norte de Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nesta quinta-feira (16), a reconstituição do latrocínio que vitimou Antônio Cássio de Almeida Tofani, 35 anos, proprietário de uma casa lotérica no bairro Providência, na região Norte de Belo Horizonte. A vítima foi assassinada no dia 9 de dezembro de 2015.
 

Após seis meses de investigações, a PCMG prendeu Douglas Miranda Martins (conhecido como Bula), de 30 anos; Luiz Gustavo de Moura Neri Pinto, de 26; Rodrigo Alcino de Freitas (o “Bisu”), 32, e Natielle de Fátima Sérgio Gomes, 28 anos. Ainda é procurado pela polícia Alexandre Gustavo Queiroz de Oliveira (conhecido como “Baiano”), de 28 anos.
 

Conforme os levantamentos, no dia do crime, três homens armados atiraram contra Antônio, levando-o à morte, e em seguida levaram um malote contendo documentos e aproximadamente R$ 16 mil em dinheiro, além de uma arma de fogo da vítima.
 

A polícia descobriu que os suspeitos planejaram com antecedência todo o crime, a partir de informações privilegiadas sobre o fluxo de caixa da loteria, o comportamento e os hábitos da vítima, o caminho que seria realizado por ela e uma série de outras informações fornecidas pela funcionária da loteria, Natielle. “A partir das informações fornecidas pela funcionária, Luiz, Douglas, Rodrigo e Alexandre planejaram o assalto e ficaram observando a vítima por quase uma hora, aguardando a saída dele do carro para realizarem a abordagem”, esclareceu o delegado responsável pelas investigações, Rafael Alexandre de Faria.
 

Após o assassinato, os investigados fugiram em um veículo VW/Gol de cor cinza, tomando como rumo a Rodovia 240 sentido centro da capital. Segundo se apurou, o produto do crime foi posteriormente dividido entre os participantes, sendo que Natielle receberia 10% do montante em troca das informações, porém após a morte da vítima e a grande repercussão do fato, teria recusado a sua parte.
 

A Polícia Civil representou pelas prisões temporárias e cumpriu os mandados de prisão. Na manhã desta quinta-feira (16), a polícia realizou a reconstituição do crime, elaborando a reprodução simulada dos fatos que auxiliaram no completo esclarecimento da dinâmica do crime.
 

Com a conclusão das investigações, o delegado irá representar pela conversão das prisões temporárias em prisões preventivas, indiciando os cinco envolvidos pelo crime de latrocínio, cuja pena pode variar de 20 a 30 anos de reclusão e multa. Os suspeitos já possuíam passagens pela polícia pelos crimes de homicídio, tráfico de drogas, roubo majorado, furtos, associação criminosa, porte ilegal de arma e receptação.
 

Qualquer informação sobre o seu paradeiro de Alexandre Gustavo Queiroz de Oliveira devem ser repassadas à Polícia Civil por meio do 197 ou o disque-denúncia 181.

 

Fotos: Divulgação PCMG

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